AFP PHOTO / YONHAP
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Turista americano é preso ao tentar atravessar fronteira coreana para o Norte

Homem de 58 anos, morador do Estado da Louisiana, disse que queria chegar à Pyongyang por 'motivos políticos'; incidente ocorre no mesmo dias em que um soldado norte-coreano conseguiu desertar para a Coreia do Sul

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2017 | 10h41

SEUL - Um turista americano foi detido nesta segunda-feira, 13, na Coreia do Sul enquanto tentava atravessar a fronteira que separa o país da Coreia do Norte, confirmou o Ministério de Defesa sul-coreano.

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O homem, que não teve o nome divulgado, tem 58 anos, é morador do estado da Louisiana e chegou à Coreia do Sul há três dias. Ao ser interrogado pelas autoridades locais, ele simplesmente disse que queria chegar à Coreia do Norte por "motivos políticos".

Um residente do condado de Yeoncheon, 55 quilômetros ao norte de Seul, alertou a polícia quando viu que alguém tinha cruzado a linha de controle para civis - estabelecida fora da Zona Desmilitarizada que separa os dois países - e se dirigia para a Coreia do Norte.

A Zona Desmilitarizada da Coreia é a faixa de quatro quilômetros de largura infestada de minas que percorre a fronteira entre ambos os países, que tecnicamente seguem em guerra há quase 70 anos já o conflito terminou com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo.

Desertor

O incidente com o cidadão americano ocorre no mesmo dia em que um soldado norte-coreano conseguiu desertar para a Coreia do Sul após ser ferido por tiros do Exército da Coreia do Norte enquanto cruzava fronteira.

O militar foi levado a um hospital sul-coreano para receber tratamento pelo ferimento no ombro, detalhou um porta-voz do Ministério de Defesa da Coreia do Sul.

O incidente ocorreu às 16 horas hora (4 horas em Brasília) na Área de Segurança Conjunta (JSA) de Panmunjom, o único lugar da DMZ no qual teoricamente soldados das duas Coreias se veem frente a frente.

"O Exército (sul-coreano) aumentou seu nível de alerta perante possíveis provocações do Exército norte-coreano", explicou o informou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano num breve comunicado.

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O episódio mais sangrento na história da JSA, estabelecida ao término da Guerra da Coreia em 1953, ocorreu em 1984, quando o estudante soviético Vasily Matuzok desertou à Coreia do Sul aproveitando uma visita turística realizada a Panmunjom durante uma estadia na Coreia do Norte.

Matuzok começou a correr até atravessar para o outro lado da linha de demarcação militar que divide a JSA, o que ocasionou uma prolongada troca de tiros que deixou três soldados norte-coreanos e um sul-coreano morto, além de seis feridos, incluindo um militar americano. / EFE

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