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UE emprestará mais 1 bilhão de euros em ajuda financeira à Ucrânia

O Estado de S. Paulo

19 Março 2014 | 10h 37

Medida tenta conter a 'situação de rápida deterioração econômica' do governo ucraniano

A Comissão Europeia vai liberar um empréstimo adicional de 1 bilhão de euros  para a Ucrânia. Os países europeus já haviam disponibilizado 610 milhões de euros nas últimas semanas. O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, disse que a medida tenta conter a "situação de rápida deterioração" do governo ucraniano.  

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"Este empréstimo, além de dar suporte à Ucrânia nas suas necessidades imediatas de financiamento, também é destinado a apoiar as reformas econômicas", explicou Rehn. "A situação econômica e financeira da Ucrânia se deteriorou muito. É imperativo que a União Europeia intervenha e dê apoio à Ucrânia".  

Segundo o comissário, o dinheiro será liberado assim que houver um acordo sobre um pacote de medidas para o país junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A ajuda , que deverá ser aprovada pelo conselho de ministros da UE nos próximos dias, faz parte da assistência financeira que os 28 países do bloco darão ao governo da Ucrânia por um montante de 11 bilhões de euros.

"É, também, uma contribuição à paz e à estabilidade na Europa, e ajudará a sair da crise", afirmou Rehn durante uma entrevista coletiva, na qual reiterou a posição comunitária com relação ao referendo da Crimeia e a anexação da República Autônoma ucraniana à Rússia. 

 " A UE não reconhece nem reconhecerá os resultados de um referendo ilegal e ilegítimo e seus resultados, e também não reconhece nem reconhecerá a anexação da Crimeia pela Rússia", acrescentou  Rehn.

Ocupação. Na Crimeia,  um dia após o governo da Rússia formalizar a anexação da Península da Crimeia, o quartel-general da Marinha da Ucrânia foi tomado por milicianos pró-Rússia e civis. Não houve resistência por parte dos militares ucranianos. O chefe da base foi preso.

Cerca de 200 pessoas derrubaram o portão da sede militar e, em seguida, hastearam a bandeira da Federação Russa no local. Esse foi o sinal mais claro até agora de que soldados russos, e as chamada unidades de "autodefesa" formadas na maioria por voluntários desarmados que apoiam os russos, começaram a tomar o controle de instalações militares ucranianas na península do mar Negro.

Mais cedo, A polícia da Crimeia prendeu o suspeito de ter matado ontem um soldado ucraniano e um membro de uma milícia pró-Rússia em Simferopol, capital da Crimeia.  / AP e EFE