UE rejeita proposta palestina para Estado independente

A União Europeia (UE) rejeitou hoje a proposta palestina, enviada ontem, a um plano para que seja reconhecido no Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) um Estado independente palestino sem o aval de Israel. O ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, cujo país detém a presidência rotativa da UE, disse que "as condições não estão prontas ainda" para uma medida desse tipo. "Eu esperaria que estivéssemos em uma posição de reconhecer um Estado palestino, mas deve haver um (Estado) antes, então penso que isso é de certa forma prematuro."

AE-AP, Agencia Estado

17 Novembro 2009 | 12h43

Os ministros de Relações Exteriores da UE discutiam hoje formas de coordenação com os Estados Unidos para que israelenses e palestinos voltem à mesa de negociações, segundo Benita Ferrero-Waldner, comissária de Relações Exteriores do bloco. "A coisa mais importante até agora é realmente ajudar os norte-americanos a levar os dois lados de volta à mesa."

Bildt afirmou que entende a razão de os palestinos sugerirem essa medida como uma forma de romper o atual impasse. "É claramente um ato nascido de uma situação difícil, em que eles não veem qualquer caminho pela frente, e eu posso entender isso." O chefe da política externa da UE, Javier Solana, disse que a viabilização do Estado palestino "deve ser feita com tempo e com calma, e em um momento apropriado".

Ele reiterou os pedidos da UE para que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, interrompa todas as construções em assentamentos israelenses na Cisjordânia. Essa é uma exigência crucial dos palestinos para que haja a retomada do diálogo. Netanyahu se recusa a interromper as construções e com frequência pede que os palestinos voltem à mesa de negociações sem precondições.

Os palestinos querem um Estado independente nos territórios da Cisjordânia, da Faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental, capturados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel retirou seus soldados e destruiu os assentamentos de Gaza em 2005, mas anexou Jerusalém Oriental e mantém a ocupação militar na Cisjordânia. Já os militantes do grupo islâmico Hamas tomaram controle à força de Gaza, expulsando as forças do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em 2007.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.