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Um ataque americano à Síria não seria devastador, diz Kerry

08 Abril 2014 | 13h 44

No Senado, o secretário de Estado dos EUA alegou que na época a saída diplomática era melhor

WASHINGTON - Um ataque americano para punir a Síria - ameaçado, porém, não concretizado - em razão de um bombardeio com armas químicas em meados do ano passado, não seria poderoso o bastante para mudar o curso da Guerra Civil síria, disse na terça-feira, 8, o secretário de Estado americano John Kerry, em uma tentativa de afastar críticas de que os EUA não se mobilizaram o suficiente para conter a violência local.

Sob forte questionamento por um painel do Senado do qual ele mesmo costumava fazer parte, Kerry dissse que o  ataque seria limitado e seria direcionado apenas a evitar que o presidente sírio Bashar Assad enviasse mais armas químicas às suas forças. "Não teria tido um impacto devastador que o fizesse parar e recalcular, porque não duraria muito tempo", disse Kerry ao Comitê de Relações Exteriores do Senado. "Nesse caso, teríamos um ou dois dias para recuar e mandar uma mensagem. Pensamos em uma solução melhor".

Essa solução, disse Kerry, seria negociar um acordo com a Rússia para pressionar Assad a se desfazer dos estoques de armas químicas do governo, considerados um dos maiores do mundo. Aquele acordo surgiu depois de alguns dias agitados quando o presidente Barack Obama inicialmente ameaçou lançar um ataque de mísseis em resposta ao ataque químico de 21 de agosto. Obama recuou porque decidiu que aprovação do Congresso era necessária antes.

Anteriormente, Obama havia ameaçado Assad com retaliações se ele cruzasse a "linha vermelha" lançando armas químicas mortais contra seu próprio povo. Os EUA dizem que mais de 1,4 mil sírios foram mortos no ataque de 21 de agosto, embora organizações de direitos humanos tenham relatado um número menor de mortes, de menos de mil pessoas.

Cerca de 140 mil pessoas foram mortas na Guerra Civil síria, que está agora em seu quarto ano - incluindo 60 mil desde agosto passado, disse o senador republicano Bob Corker. "Nós não agimos quando poderíamos ter feito a diferença; muitos de nós nesse Comitê queríamos que isso fosse feito", disse Corker.

Kerry disse que mais de metade do estoque de armas químicas de Assad - 54% - foi mandada para fora da Síria. Ele também disse que os EUA está mandando cada vez mais ajuda para moderar as forças oposicionistas sírias - algo que eles pedem há muito tempo - mas se recusou a oferecer mais detalhes sobre o que consistiria a ajuda ou para onde iria. Os EUA resistiram em mandar armas pesadas e ajuda legal massiva aos rebeldes sírios com medo de que pudessem cair nas mãos da Al-Qaeda e outros grupos extremistas que também estão combatendo Assad em grupos pelo país.

Kerry previu que a guerra vai acabar apenas por meio de um acordo negociado politicamente - não por um ataque militar por forças externas. O senador republicano John McCain que há muito advoga em favor de mais ajuda letal para os rebeldes sírios, tossiu. "Qualquer observador objetivo vai dizer a você que Bashar Assad está ganhando no campo de batalha", disse ele. / AP

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