EFE/ Andreu Dalmau
EFE/ Andreu Dalmau

Um mês após intervenção de Madri, Catalunha volta à calma

País viveu a maior crise política das últimas décadas após plebiscito para tentar reivindicar autonomia

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2017 | 14h02

BARCELONA - A Catalunha começa a voltar à calma quase um mês após a intervenção do governo espanhol, com os partidos se preparando para as decisivas eleições de dezembro, nas quais os separatistas querem adotar uma nova estratégia. 

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Em outubro, a Espanha viveu a maior crise política das últimas décadas: o governo catalão organizou, no dia 1, um plebiscito de autodeterminação proibido e, no dia 27, o Parlamento regional, dominado pelos separatistas, declarou a independência. 

O governo espanhol de Mariano Rajoy respondeu imediatamento assumindo o controle da administração regional e destituindo o Executivo separatista de Carles Puigdemont. 

"Foram dias muito difíceis, de preocupação profunda para todos. Dias de ansiedade e inquietação, mas também dias que, felizmente, começam a ficar para trás", afirmou nesta quinta-feira Rajoy. 

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Puigdemont e seus partidários decidiram não oferecer resistência. Ele e outros quatro membros do governo catalão destituído foram para Bruxelas, onde esperam uma ordem de extradição. Os que ficaram na Espanha foram presos preventivamente, acusados de sedição e rebelião. 

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Os independentistas mantiveram seus protestos - em 7 de dezembro preparam uma grande marcha em Bruxelas - e há inúmeros laços amarelos nas lapelas, exigindo a libertação de líderes que consideram presos políticos. Mesmo assim, a tensão está arrefecendo nesta região mediterrânea.

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A administração regional funciona sem sustos, sob o comando de Madri, e as mobilizações diminuíram de número e tamanho. A fuga das sedes sociais das empresas para outras partes da Espanha, que supera as 2.700 desde 1 de outubro, começa a se estabilizar. 

"As coisas funcionam exatamente como há dois meses: a vida na rua, o comércio, o trabalho... A experiência cidadã é que não mudou nada", garante Joan Botella, professor de Ciência Política da Universidade Autônoma de Barcelona. "O maior impacto" da intervenção do governo espanhol "é a convocatória das eleições" de 21 de dezembro", acrescenta. / AFP

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