Joe Raedle/AFP
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Uma disputa de US$ 50 milhões por uma vaga no Congresso dos EUA 

Até agora, a campanha mais cara para conquistar um lugar na Câmara dos Deputados havia custado US$ 20 milhões

O Estado de S.Paulo

19 Junho 2017 | 17h13

WASHINGTON - Uma eleição legislativa nesta terça-feira, 20, no distrito historicamente republicano que poderia passar para as mãos dos democratas em um subúrbio de Atlanta, no Estado da Geórgia, será um teste para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Até agora, a campanha mais cara para conquistar um lugar na Câmara dos Deputados havia custado US$ 20 milhões.

Entretanto, a recente renúncia de um deputado que foi eleito na Geórgia e se uniu ao governo de Donald Trump fez com que os democratas vissem a oportunidade de encher a circunscrição de propaganda, aumentando essa conta para mais US$ 50 milhões, segundo o jornal local Atlanta Journal-Constitution.

O gasto total chega a US$ 59,6 milhões, segundo a associação Issue On, com uma vantagem de vários milhões de dólares dos democratas. 

Isso foi traduzido em uma avalanche de publicidade na televisão, nas rádios e por cartas a domicílio.

As doações chegaram de todo o país para o jovem candidato democrata Jon Ossoff, de 30 anos, um ex-companheiro parlamentar que foi promovido por seu partido e há vários meses está no centro da atenção nacional.

No dia 18 de abril, ele esteve perto de ganhar o primeiro turno com 48% dos votos, irritando os republicanos que mantiveram este lugar sob suas siglas há quase 40 anos.

O segundo turno é entre Ossoff e a ex-secretária de Estado na Georgia Karen Handel, de 55 anos, que arrecadou menos dinheiro do que ele, mas recebeu o apoio financeiro das principais organizações nacionais republicanas.

Para os democratas, uma vitória nesta terça-feira elevaria a moral de um partido ainda atingido pela derrota de Hillary Clinton. 

Os democratas têm o ambicioso objetivo de conseguir a maioria na Câmara dos Deputados nas eleições legislativas de novembro de 2018.

A nova estratégia do Partido Democrata é ganhar terreno nos bastiões republicanos para diminuir a popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja aceitação caiu para 40%.

"Se o Partido Democrata quer melhorar, terá de fazer uma grande mobilização em nível local nos 50 Estados do país", insistiu neste domingo Bernie Sanders, o candidato da esquerda dos democratas nas primárias presidenciais do ano passado. / AFP

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