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Universidade chinesa pede que professores e alunos combatam críticas ao PC, diz jornal

REUTERS

01 Setembro 2014 | 11h 13

Uma das principais universidades da China exortou estudantes e professores a “combaterem” críticas ao Partido Comunista, informou um influente jornal do partido. Trata-se da medida mais recente para cercear a liberdade de expressão no país.

A iniciativa da Universidade Peking, outrora um bastião da liberdade de expressão no país, sublinha a ansiedade crescente dos líderes do partido em relação às críticas e é um sinal da inclinação conservadora do presidente chinês, Xi Jinping.

O currículo e as formas de expressão são controlados com mão de ferro nas universidades da China, embora estudantes da Universidade Peking tenham forçado os limites em algumas ocasiões, como nos protestos pró-democracia na Praça da Paz Celestial em 1989, brutalmente reprimidos pelo Exército.

“Nos últimos anos, algumas pessoas com motivos subliminares atiçaram as chamas na Internet... tendo como alvo o Partido Comunista chinês e o sistema socialista”, assinalou um artigo na noite de domingo no jornal Qiushi, que significa “buscando a verdade”.

Tais ações “criaram um impacto negativo muito grande na opinião pública na Internet e no consenso social”, afirma a matéria, escrita pelo comitê do partido na universidade.

O comitê pediu a estudantes e professores que “adotem uma postura firme, sem ambiguidades, e combatam de modo oportuno, eficaz e resoluto os discursos e as ações que se oponham aos princípios do partido”.

Nos últimos anos, a universidade estabeleceu um sistema de monitoramento 24 horas da opinião pública na Internet e adota medidas preventivas para controlar e reduzir os efeitos do discurso negativo, diz o artigo.

(Por Sui-Lee Wee e Li Hui)