Uribe instala seu governo na violenta região de Arauca

Em aberto desafio à guerrilha e aos paramilitares, o presidente Alvaro Uribe instala nesta terça-feira seu governo em Arauca, na violenta região nordeste do país. Cerca de 5.000 militares e policiais estão em alerta para proteger o mandatário, ministros e assessores do governo, que manterão reuniões até quinta-feira para analisar questões de ordem pública, sociais e econômicas da região de 300 mil habitantes. Em Arauca, capital do departamento (estado) do mesmo nome, forças antiterroristas do exériito patrulham as ruas. Também foram colocados obstáculos nas vias para controlar o trânsito de veículos. Agentes da polícia realizam buscas-surpresa, que nos últimos dias resultaram na captura de 17 supostos guerrilheiros. Centenas de táxis, motos e até bicicletas foram vistoriados para evitar atentados. Também helicópteros artilhados sobrevoam as imediações da sede da brigada do exército, que substituirá até quinta-feira o Palácio de Nariño, em Bogotá, em sua função de sede do governo. Ao mesmo tempo, a população recorda que na última vez em que Uribe visitou Arauca, em outubro passado, os rebeldes acionaram um carro-bomba, matando dois policiais e deixando uma dezena de feridos. A recuperação da segurança em Arauca - a convulsionada região próxima à fronteira com a Venezuela onde estão presentes guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN)- tem sido uma prioridade no governo de Uribe, que por isso mesmo incluiu desde setembro a maio deste ano três dos sete muncípios do departamento em uma zona de reabilitação e consolidação. Ainda nesta terça-feira, o mandatário, sua ministra da Defesa e a cúpula militar se reunirão em Arauca para analisar os focos de violência no departamento - onde, segundo a Defensoria do Povo, o mais importante resultado obtido com a nova estratégia do governo foi a debandada da população civil.

Agencia Estado,

15 Julho 2003 | 15h33

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