Emilio Naranjo|EFE
Emilio Naranjo|EFE

Vargas Llosa afirma que eleger Keiko Fujimori presidente do Peru seria ‘grande erro’

Escritor peruano disse que as consequências de um governo de Fujimori seriam ‘politicamente, socialmente e economicamente’ desastrosas, e pede que população supere a ‘cegueira’

O Estado de S. Paulo

12 Abril 2016 | 08h25

WASHINGTON - O escritor peruano Mario Vargas Llosa pediu na segunda-feira a seus compatriotas que superem a "cegueira" e não cometam o "grande erro" de eleger Keiko Fujimori presidente do Peru.

"Minha esperança é que a cegueira desapareça, ao menos em parte, e que os peruanos não cometam o grande erro de eleger Keiko Fujimori", disse Vargas Llosa durante uma conversa na Biblioteca do Congresso americano, em Washington.

As consequências de um governo de Fujimori, que venceu as eleições presidenciais de domingo mas deverá disputar o segundo turno, "politicamente, socialmente e economicamente seriam desastrosas", advertiu Vargas Llosa, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 2010.

O escritor disse que espera que o ex-ministro Pedro Pablo Kuczynski vença o segundo turno, previsto para o dia 5 de junho.

Vargas Llosa recebeu o prêmio Living Legend, que a Biblioteca do Congresso entrega a personalidades das artes, indústria e política dos EUA, mas também a figuras estrangeiras, como o antropólogo mexicano Miguel León Portillas.

O escritor reafirmou que um governo de Fujimori, filha do ex-presidente e hoje detento Alberto Fujimori, seria uma "catástrofe" que dividiria o país. "A ditadura seria legitimada pelo eleitorado peruano", avaliou Vargas Llosa.

Após a apuração de mais de 90% dos votos, Fujimori, do partido Força Popular, liderava com 39,48% contra 21,38% de Pedro Pablo Kuczynski, de centro direita.

Em 1990, o então desconhecido Alberto Fujimori derrotou Vargas Llosa nas eleições presidenciais. /AFP

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