Bloomberg photo by John Taggart
Bloomberg photo by John Taggart

Vendas de roupas da Ivanka Trump caem 32%, diz jornal

Segundo o 'Wall Street Journal', queda foi registrada na loja de departamento Nordstrom, que havia anunciado que deixaria de vender a marca

O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2017 | 19h27

NOVA YORK - As vendas de roupas da marca de Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caíram 32% na rede de lojas Nordstrom, com uma queda ainda mais acentuada nos últimos meses, de acordo com dados publicados neste sábado, 11, pelo The Wall Street Journal.

A Nordstrom havia anunciado nessa semana que deixaria de vender a marca de Ivanka Trump, o que levou o presidente a criticar a empresa por "tratar injustamente" sua filha.

Apesar de a Nordstrom ter defendido que a decisão foi tomada com base nas vendas ruins da marca, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse na quarta-feira 8 que se tratava de um "ataque direto" da empresa contra a filha do presidente.

Segundo os dados internos da Nordstrom revelados neste sábado pelo WSJ, as vendas da marca de Ivanka caíram 32% no último ano fiscal em relação ao mesmo período do ano passado. Em outubro, em meio a pedidos de alguns críticos de Trump para que os consumidores boicotassem os negócios da família do presidente, as vendas de roupas e sapatos de Ivanka desabaram mais de 70% na rede de lojas da Nordstorm. Desde então, a queda foi mais moderada e, em janeiro, fechou em 26%.

Os ataques de Trump à empresa e a defesa dos negócios de Ivanka feita por funcionários da Casa Branca causaram grande polêmica nos EUA. Kellyanne Conway, uma das principais assessoras do republicano, pediu na televisão que os americanos comprassem produtos da marca de Ivanka.

Depois de muitas críticas, a Casa Branca anunciou que Conway recebeu "conselhos legais" sobre o assunto, aparentemente para que a situação não volte a correr.

Após a vitória eleitoral do pai, Ivanka Trump decidiu deixar temporariamente suas atividades empresariais, mas continua sendo dona das companhias. /EFE

 

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