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AFP PHOTO / MANDEL NGAN

Venezuela critica 'intervencionismo' dos EUA após declarações de Tillerson

Chanceler Delcy Rodríguez criticou secretário de Estado americano, Rex Tillerson, após ele acusar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de 'violar sua própria Constituição'

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O Estado de S.Paulo

20 Abril 2017 | 10h05

CARACAS - A chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse na quarta-feira que seu país "rejeita o intervencionismo sistemático" dos Estados Unidos, depois de o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, acusar o governo do presidente Nicolás Maduro de violar "sua própria Constituição".

"A Venezuela rejeita as declarações do secretário de Estado americano @RexTillerson por (se tratar de) intervencionismo sistemático contra a Venezuela", escreveu a chefe da diplomacia venezuelana em sua conta no Twitter.

Delcy acrescentou em outra mensagem que seu país se preocupa "profundamente" com os recentes bombardeios lançados pelos Estados Unidos contra os territórios da Síria e do Afeganistão. "Preocupa igualmente a Venezuela as políticas migratórias contra cidadãos latino-americanos nos EUA e o racismo promovido institucionalmente", completou.

Tillerson disse na quarta-feira que os Estados Unidos estão "preocupados" porque o governo do presidente Nicolás Maduro "está violando sua própria Constituição e não está permitindo que as vozes da oposição sejam escutadas".

Além disso, ele ressaltou que seu país está acompanhando "de perto" a nova onda de protestos antigovernamentais no país sul-americano. Por outro lado, Tillerson não respondeu às acusações de Maduro, que afirmou na noite de terça-feira que ps EUA planejaram um "golpe de Estado" no país.

As relações entre Venezuela e Estados Unidos estremeceram depois da chegada ao poder do falecido presidente Hugo Chávez, em 1999, e entraram em um ponto morto durante os oito anos que Barack Obama esteve na Casa Branca.

Em março de 2015, Obama assinou um decreto declarando a Venezuela como uma "ameaça incomum e extraordinária" para a segurança dos EUA, o que gerou o repúdio das autoridades venezuelanas, e aprofundou a tensão entre os dois países. / EFE

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