REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Venezuela diz ter detido brasileiro que fazia parte de ‘organização criminosa’ contra governo

Segundo Diosdado Cabello, considerado o número dois do chavismo, Jhonatan Moisés Diniz era membro do grupo Warriors for Angels e publicava imagens nas redes sociais de protestos contra Nicolás Maduro

O Estado de S.Paulo

28 Dezembro 2017 | 15h29

CARACAS - As autoridades venezuelanas prenderam nesta semana no Estado de Vargas o jovem brasileiro residente na Califórnia, EUA, Jhonatan Moisés Diniz. Segundo o dirigente chavista Diosdado Cabello, considerado o número dois do governo de Nicolás Maduro, o detido fazia parte de uma “organização criminosa”.

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“Foram detidos no Estado de Vargas pelos grupos de segurança quatro pessoas integrantes de uma organização criminal com braços internacionais”, afirmou Cabello nesta quinta-feira, 28, em seu programa de televisão semanal.

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O integrante da Assembleia Nacional Constituinte afirmou que outras três pessoas, todas venezuelanas, foram detidas com Diniz, “nascido no Brasil e curiosamente residente da cidade de Los Angeles, Estado da Califórnia, nos EUA”.

De acordo com Cabello, Diniz era “o diretor da ONG chamada Time of Change (...), a qual servia de fachada para promover nas redes sociais supostas atividades de entrega de alimentos a pessoas que estão nas ruas da Venezuela, para obter financiamento em moeda nacional e estrangeira, dólares”.

Os outros três detidos também fariam parte da ONG. Segundo Cabello, Diniz também era membro da organização Warriors for Angels e publicava imagens nas redes sociais de manifestações contra o governo realizados este ano no país, as quais foram qualificadas pelo político como “ações terroristas”.

“Está detido, senhores da embaixada americana. Qualquer coisa, garantirão a eles os direitos humanos”, destacou Cabello, que acrescentou: “Fiquem espertos com esse tipo de ações com aparência social”.

“É muito raro que um residente nos EUA se encontre em nosso país (...) realizando este tipo de atividades. Já sabemos sobre esse tipo de ações da CIA, em outras ocasiões e em outros países, fachadas de ONG para visitar o país e identificar objetivos estratégicos, financiar terroristas e outros”, afirmou Cabello.

O ex-ministro também pediu atenção “às UBCh (Unidades de Batalha Bolívar-Chávez), conselhos comunais e CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção) e ao povo revolucionário”. “Todo estranho que chegue por aí deve ser denunciado”, concluiu ele. / EFE

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