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Venezuela inicia série de homenagens pelos três anos da morte do ex-presidente Chávez

- Atualizado: 05 Março 2016 | 19h 33

Líderes latino-americanos participam de eventos ao lado de Nicolás Maduro; país terá 10 dias de eventos 

Venezuela inicia homenagens pelo terceiro ano da morte de Chávez com presença de líderes latino-americanos, como Evo Morales

Venezuela inicia homenagens pelo terceiro ano da morte de Chávez com presença de líderes latino-americanos, como Evo Morales

CARACAS - As homenagens ao ex-presidente Hugo Chávez da Venezuela, morto há três anos, durarão dez dias e começaram neste sábado, 5, com uma ação perante seu túmulo e a chegada a Caracas dos presidentes da Bolívia, Evo Morales, Nicarágua, Daniel Ortega, e El Salvador, Salvador Sanchéz Cerén.

Se somarão a eles os primeiros-ministros de países como Antígua, Dominica, São Vicente e Granadinas, que também "devem acompanhar o presidente Nicolás Maduro, sua família e o povo da Venezuela" na homenagem a Chávez, que governou o país entre 1999 e 2013, disse a chanceler Delcy Rodríguez.

Todos eles, disse Maduro na sexta-feira, "nos trazem sua solidariedade, seu apoio de sempre, sua companhia e esses dias servirão para refletir profundamente sobre a revolução bolivariana, desde sua fundação nesta etapa histórica pelo comandante Chávez" e "o caminho que seguimos nestes três anos depois de sua morte".

A morte do líder da Revolução Bolivariana, em 5 de março de 2013, foi anunciada por Maduro, que já exercia o papel de presidente interino do país.

Semanas antes de morrer em razão de um câncer, Chávez pediu a seus seguidores que votassem em Maduro como seu sucessor nas eleições seguintes - que, no caso, foram realizadas em abril de 2013.

Crise. Depois de três anos da morte do bolivariano, a Venezuela atravessa uma grave crise econômica, marcada pela inflação mais alta do mundo (180,9% ) e uma grave situação de escassez de remédios e produtos básicos. A situação política também é conturbada, com a oposição decidida a antecipar o fim da gestão de Maduro e os embates entre governo e opositores ocorrendo semanalmente.

Após a ação no quartel militar do centro de Caracas onde descansa o caixão de Chávez - e de onde foi liderada uma tentativa golpista em fevereiro de 1992 com ele como tenente-coronel -, a Fundação Comandante Eterno Hugo Chávez marcou uma série de atividades adicionais. Serão fóruns, rituais religiosos e atividades culturais, nas quais é esperada a participação dos governantes visitantes que não participaram da atividade inicial.

As homenagens durante os próximos nove dias terão desde jornadas de ativismo político até atividades de música, pintura e leitura de discursos, cartas e declarações públicas de Chávez, apuração de sua obra de governo e projeção de filmes e vídeos, novos foros, lançamentos de livros e a encenação de obras de teatro. /EFE

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