EFE
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Venezuela terá sistema de biometria nos supermercados

Segundo o governo, o sistema reduzirá a estocagem de alimentos e o pânico para as filas

O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 10h01

CARACAS  - O governo venezuelano começará a instalar cerca de 20.000 sistemas de identificação biométricas nos supermercados espalhados pelo país, em meio a crise e escassez econômica que atravessa a Venezuela.

De acordo com o presidente Nicolás Maduro, o sistema poderá reduzir a estocagem de alimentos, assim como a confusão e o pânico na hora de fazer compras nos supermercados. 

Ao longo do último ano, houve longas filas em supermercados por causa da escassez generalizada de bens básicos. O governo alega que a falta de produtos de primeira necessidade - como itens alimentícios e de higiene pessoal - decorrem do que costuma chamar de "guerra econômica", ou seja, a "manipulação da oferta e dos preços" de alimentos. 

Em princípio, o governo disse que sete grandes varejistas concordaram em instalar os sistemas de identificação através de digitais em suas lojas. A medida é lançada depois de intensa polêmica e protestos gerados pela introdução de cartões biométricos obrigatórios em agosto.

No início do ano, houve falha no sistema dos cartões. No mês passado, os proprietários de várias cadeias de supermercados e drogarias foram presos por supostamente criar artificialmente longas filas ao não abrir caixas registadoras suficientes.

Em janeiro, cerca de 200 mil tuítes denunciaram as prateleiras vazias em todo o país com a hashtag #AnaquelesVaciosEnVenezuela. Neles, venezuelanos colocaram no Twitter fotografias de prateleiras sem produtos nos supermercados.

O governo, que subsidia alguns produtos, estima que 40% dos alimentos venezuelanos sejam contrabandeados para a vizinha Colômbia. Já a oposição compara a introdução do sistema de biometria para controle de compras aos cartões de racionamento cubanos. 

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