EFE/CRISTIAN HERNÁNDEZ
EFE/CRISTIAN HERNÁNDEZ

Venezuelano é preso por criar videogame 'Chavista attack'

Diosdado Cabello diz que jogo, cujo objetivo é matar partidários do presidente Maduro, foi encomendado pelo líder do Congresso, o opositor Julio Borges

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 18h57

CARACAS - Chavista attack', um videogame que consiste em matar partidários do governo venezuelano, custou a liberdade de seu suposto criador, detido por "incitar ao ódio".

Leonardo Quintero foi preso no domingo pelo serviço de Inteligência (Sebin) em Ciudad Bolívar, revelou na noite de quarta-feira o deputado e líder oficialista Diosdado Cabello.

"Toc toc. Quem é? O Sebin chegou", cantou Cabello ironicamente em seu programa de televisão, "Con el mazo dando".

Segundo o dirigente, Quintero é o criador do jogo e teria sido financiado, segundo disse, por um amigo de Julio Borges, presidente do Parlamento.

"Vamos ver quem vai te defender agora. Vamos ver se Julio Borges vai dizer que te conhece", afirmou Cabello, que mostrou uma foto do detido enquanto o Sebin fazia buscas.

Também leu um relatório da captura que, de acordo com Diosdado Cabello, foi enviado por um informante e indica que o videogame "tem como objetivo induzir ao ódio e à ação de matar".

"Chavista attack" pode ser baixado por um aplicativo e consiste em assassinar militantes do governo nas ruas de Caracas para evitar que tomem o controle do Legislativo.

Os alvos são homens com camisas vermelhas e do partido do governo que se deslocam em motocicletas. "Oh, meu comandante, me pegaram!", lê-se na tela a cada vez que são atingidos por tiros.

"Liberta sua frustração política e acaba com todos os chavistas armados que tentam tomar o controle da Assembleia", diz a sinopse do jogo, que promete "novos cenários, armas e personagens reconhecidos da política venezuelana" para drenar a inconformidade.

A questão política é um tema muito sensível na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro enfrenta uma onda de protestos desde 1.º de abril, que já deixou 44 mortos e centenas de feridos e detidos, para exigir eleições gerais. / AFP

 

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