EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Venezuelanos vão às urnas eleger prefeitos

Novo governador de Zulia também será escolhido, após opositor se negar a assumir o cargo na Assembleia Constituinte

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2017 | 07h00

CARACAS - Após um período de campanha eleitoral marcado por boicotes, falta de consenso da oposição e pela propaganda diária dos candidatos oficialistas nos meios de comunicação estatais, por vezes em cadeia nacional obrigatória de rádio e televisão, os venezuelanos vão hoje às urnas escolher novos prefeitos.

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Em razão da dissensão entre os opositores - e sua ausência -, é esperado que o chavismo saia vitorioso. Três das quatro legendas mais representativas da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) decidiram não participar da votação, alegando que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) é uma entidade “fraudulenta”, já que, das cinco autoridades que presidem o órgão, quatro são partidárias do governo do presidente Nicolás Maduro.

Um novo governador para o Estado de Zulia também será escolhido, pois o opositor eleito nas eleições de 15 de outubro, Juan Pablo Guanipa, se negou a tomar posse diante da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) - para a qual os partidos políticos venezuelanos não foram autorizados a postular candidaturas - e acabou destituído.

A ANC, que tem plenos poderes no país, é composta unicamente por chavistas e não é reconhecida internacionalmente. Os constituintes declararam o governo de Estado de Zulia vago e convocaram a nova eleição.

Boicote opositor e desmobilização favorecem chavismo em eleição municipal

A campanha eleitoral para as 335 prefeituras da Venezuela e o governo de Zulia, região rica em petróleo, encerrou-se na sexta-feira, quando passaram a vigorar regras que proíbem a venda de bebidas alcoólicas, reuniões públicas e “qualquer outro ato que perturbe a ordem e a paz”. O governo venezuelano determinou a instalação de 32.805 mesas de votação.

As eleições de hoje ocorrem enquanto a MUD e o governo chavista mantêm um processo de negociação política com supervisão internacional que inclui em sua agenda a renovação do CNE e a melhoria das condições eleitorais - mudanças que devem vigorar na eleição presidencial de 2018, para a qual Maduro já lançou sua candidatura. / EFE

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