Veto a imigrantes adia casamento de americano e iraniana

Aliabadi se preparava para trazer Zhinous para viver nos EUA

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2017 | 05h00

Quando ouviu a notícia de que Donald Trump havia barrado o ingresso nos EUA de cidadãos do Irã e outros seis países, Roozbeh Aliabadi respondeu com um tuite emotivo: “Obrigado @realDonaldTrump por proibir minha mulher de entrar nos EUA e atrasar nosso casamento. Nosso amor será mais forte do que sua interdição e seu muro”.

Americano nascido no Irã, Aliabadi casou-se no ano passado em Teerã com Zhinous, uma arquiteta que havia conhecido dois anos antes em uma viagem de negócios ao Irã. Três dias antes da posse de Trump, seu pedido de concessão de residência nos EUA para sua mulher foi aceito. Zhinous preparava-se para obter o visto americano quando Trump anunciou a suspensão da entrada de iranianos por 90 dias.

“Mais do que ajudar na realização de seu objetivo declarado de combater o terrorismo, essa decisão tem impacto sobre a vida de pessoas comuns,”, disse Aliabadi, que é dono de uma empresa de consultoria especializada na avaliação de riscos geopolíticos. “Concordo com a necessidade de garantir a segurança do país, mas discordo dessa metodologia, que não faz nenhum sentido.”

Incertezas. O veto atrapalhou os planos do casal e causou incerteza sobre seu futuro. Aliabadi e Zhinous pretendiam celebrar o casamento nos EUA, mas agora não sabem quando isso ocorrerá, já que o veto pode ser estendido. 

Zhinous nunca esteve nos EUA e seu marido se esforça para convencê-la de que a decisão de Trump não é a melhor tradução de seu país adotivo. “Cresci aqui e minhas melhores memórias estão aqui. Essa é a imagem que quero transmitir à pessoa que amo.”

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