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Vice-presidente da Argentina é processado por corrupção

Ariel Palacios, correspondente - O Estado de S. Paulo

28 Junho 2014 | 07h 53

Amado Boudou é acusado de irregularidades com empresa terceirizada para imprimir dinheiro

Atualizado às 8h

BUENOS AIRES - Pela primeira vez na história da Argentina um vice-presidente foi processado por um caso de corrupção. No final da noite dessa sexta-feira, 27, o juiz federal Ariel Lijo anunciou o processo do vice-presidente Amado Boudou por subornos e negociações incompatíveis com seu cargo de funcionário público.

Boudou, o segundo na linha de sucessão presidencial na Argentina, é o protagonista de um escândalo de corrupção que tem como pivô a ex-gráfica Ciccone, empresa que foi terceirizada pelo governo da presidente Cristina Kirchner para imprimir cédulas de 100 pesos em 2011. Além disso, no mesmo ano, a empresa recebeu a encomenda de imprimir material eleitoral da chapa presidencial Cristina Kirchner-Amado Boudou.

O juiz Lijo considera que Boudou comprou em 2011 a gráfica Ciccone usando como testa de ferro o empresário Alejandro Vanderbroele. O juiz também considera que Boudou teria intercedido a favor da Ciccone, assolada na época por pesadas dívidas com a Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip), a receita federal argentina, comandada por Ricardo Etchegaray, para ser beneficiada com um plano especial de pagamentos.

A Justiça também suspeita da terceirização da empresa que o governo Kirchner fez em 2011 para imprimir pesos argentinos. Coincidentemente, Boudou, na época, suspendeu os planos de modernização das máquinas da Casa da Moeda, fato que levou à necessidade de encomendar a impressão de notas de 100 pesos no exterior (neste caso, à Casa da Moeda do Brasil) e dentro da Argentina (encomenda feita à Ciccone).

A gráfica, comprada por Alejandro Vanderbroele, o suposto testa de ferro de Boudou, posteriormente foi rebatizada com o nome de Companhia Sul-americana de Valores. Em 2012 foi estatizada pelo governo Kirchner.

Boudou nega conhecer Vanderbroele. No entanto, o empresário pagava a TV a cabo e o condomínio de um apartamento de Boudou no elitista bairro de Puerto Madero.

Nas últimas semanas, Boudou - que afirma que é inocente - sustentou que é vítima de uma conspiração midiática. "Eles não me perdoam a rebeldia", disse Boudou recentemente.

Além de Boudou o juiz Lijo ordenou o processo de outras cinco pessoas envolvidas no caso Ciccone. O escândalo cresceu ao longo dos últimos meses com o surgimento de novos indícios que indicavam o envolvimento do vice no caso.

Diversas pesquisas nos últimos dois anos indicaram que o vice argentino é a figura mais impopular dentro do gabinete de Cristina Kirchner.

Natacha Pisarenko/AP
Amado Boudou

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