Viciada em crack que abortou é condenada

A norte-americana Regina McKnight foi condenada a 12 anos de prisão na Carolina do Sul por ter causado a morte do feto devido ao uso de crack durante a gravidez. Regina tem outros dois filhos e está atualmente grávida de dois meses. O promotor Bert von Herrmann alegou que dependência da droga provocou a morte da criança. "Ela fumava o máximo de crack que podia com a maior freqüência possível. Demonstrou extrema indiferença em relação à vida humana", disse. O defensor Orrie West anunciou que apelará da sentença. Segunda a defesa, "a morte do feto foi provocada pela inflamação da placenta e, além da droga, o aborto pode ter sido devido a pelo menos outras duas causas". Os jurados de Conway demoraram apenas 15 minutos para considerar culpada Regina, de 24 anos, que chorou ao ouvir a sentença. Ela corria o risco de ser condenada à prisão perpétua. O veredicto do júri de Conway constitui um precedente na Justiça dos EUA sobre a condenação por homicídio de uma pessoa que tenha usado drogas durante a gestação. Na Carolina do Sul, um estado que é considerado um reduto dos movimentos antiaborto, um feto é considerado legalmente uma criança, e uma mãe pode ser processada por abusos contra a infância se se drogar durante a gestação. O próximo passo, segundo militantes dos movimentos locais de defesa da gravidez, é condenar as mães que fumam tabaco enquanto estão grávidas por "negligência em relação à prole".

Agencia Estado,

17 Maio 2001 | 18h16

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