Reprodução/Twitter/Rita Katz
Reprodução/Twitter/Rita Katz

Vídeo de casal sequestrado no Afeganistão é antigo, diz Taleban

Na terça-feira, organização especializada em terrorismo jihadista SITE reproduziu em suas redes sociais as imagens que mostravam o canadense Joshua Boyle e a americana Caitlan Coleman, casal mantido refém no Afeganistão desde 2012

O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2016 | 12h55

CABUL - Membros do grupo insurgente Taleban asseguraram nesta quarta-feira, 31, que um vídeo divulgado na terça-feira nas redes sociais e veículos de imprensa do canadense Joshua Boyle e da americana Caitlan Coleman, casal sequestrado no Afeganistão em 2012, é antigo e não há um novo, descartando sua relação com a política afegã de execuções de insurgentes.

No vídeo, divulgado pela organização especializada em terrorismo jihadista SITE em redes sociais, que ganhou eco nos meios de comunicação, Boyle e Caitlan solicitam ajuda a seus governos assegurando que temem por sua vida, segundo trechos divulgados na imprensa.

"Confirmamos que estes reféns ainda estão conosco e este vídeo foi publicado no ano passado e feito há 10, 15 meses", garantiu o porta-voz taleban, Zabiullah Mujahid. "Não sabemos quem publicou de novo nas redes sociais, mas é completamente velho", acrescentou.

Segundo Mujahid, os taleban fizeram chegar aos governos dos Estados Unidos e Canadá suas exigências para a libertação de ambos, que, segundo disse, estão bem de saúde, vivem juntos e tiveram duas crianças.

O porta-voz taleban descartou que o vídeo tenha alguma relação com a recente decisão do governo de Ashraf Ghani de retomar as execuções de membros do principal grupo insurgente do país. No filmagem de 1 minuto e 31 segundos, compartilhado na terça-feira pelo SITE Intelligence Group, especializado na vigilância de sites islamitas, o casal explica que seus sequestradores estão "aterrorizados" e "espantados" com as execuções de sua gente por parte do governo afegão.

Joshua Boyle e Caitlan Coleman foram sequestrados em 2012 no Afeganistão, para onde tinham viajado como parte de um passeio por várias ex-repúblicas soviéticas centro-asiáticas, entre elas, Usbequistão, Quirguistão e Tajiquistão.  / EFE e AFP

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