Zelaya e Micheletti sinalizam nova proposta para resolver crise

EUA e OEA pressionam os dois lados por acordo para governo de união após fim de prazo dado semana passada

Reuters,

07 Novembro 2009 | 19h18

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o líder de facto, Roberto Micheletti, deram sinais de que vão tentar novamente neste sábado formar um governo de unidade para tirar a nação de uma crise de quatro meses.

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O presidente Manuel Zelaya, um refugiado na embaixada brasileira de seu próprio país, declarou no início da sexta-feira como morto um pacto para o encerramento da crise, enquanto o golpista Roberto Micheletti afirmou que ele formará um novo governo sem a participação de Zelaya.

Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos pressionaram os dois lados na sexta-feira para tentarem de novo, enquanto presidentes latino-americanos pedem a reinstalação de Zelaya ao poder, algo que tem sido considerado como ponto polêmico para um acordo.

Mas na mais recente virada na longa saga, o governo de Micheletti informou que vai suspender a instalação de um novo gabinete para dar a Zelaya o fim de semana para indicar membros para ele.

Do outro lado, um negociador de Zelaya afirmou que representantes de ambos os lados vão se reunir neste sábado para continuarem o processo de negociação.

O pobre país da América Central, que exporta bananas, café e artigos de vestuário, tem eleição presidencial marcada para 29 de novembro.

Mas se Zelaya e Micheletti não resolverem seus problemas, um novo presidente eleito pode não conseguir obter reconhecimento diplomático e apoio financeiro vital que foi cortado para punir o país pelo golpe.

"Nós chegamos a um possível caminho. Há um acordo prévio, mas não quero dar mais detalhes", disse Jorge Reina, negociador de Zelaya, a uma rádio local. "Há um novo caminho."

"Micheletti ratificou que reconhece a importância de um período de espera durante o fim de semana para se formar um governo de unidade e reconciliação", informou seu gabinete.

Zelaya foi forçado a ir para o exílio pelo Exército de seu país em 28 de junho, depois que a Suprema Corte emitiu uma ordem de prisão afirmando que ele violou a constituição por planejar um referendo para uma possível alteração da carta.

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