Zelaya terá de acatar decisão do Congresso, diz governo

Em resposta à pressão do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que ameaça não reconhecer o acordo de San José-Tegucigalpa caso o Congresso não o reconduza à presidência, emissários do governo de facto reiteraram ontem que caberá exclusivamente aos deputados a decisão final sobre a restituição. Segundo o grupo do presidente interino Roberto Micheletti, não houve pré-acordos sobre a volta de Zelaya e, mesmo se o Legislativo não aprovar a restituição, os quatro meses de crise estarão encerrados.

AE, Agencia Estado

03 Novembro 2009 | 08h42

Arturo Corrales, negociador de Micheletti, negou qualquer "acerto por baixo da mesa" sobre o retorno do deposto com o governo dos Estados Unidos, com a Organização dos Estados Americanos (OEA) ou com zelaystas. "A decisão que tomar o Congresso Nacional deverá lançar as bases para a paz social em Honduras", completou Vilma Morales, ex-presidente da Corte Suprema e também da comissão de Micheletti.

Um funcionário do governo de facto disse que Micheletti não quer arrastar a decisão sobre a volta aos cargo para depois das eleições do dia 29. Os deputados votarão "em breve", afirmou. "E vamos respeitar qualquer decisão." No domingo, Zelaya dissera que reconhecerá o acordo apenas se os deputados aprovarem sua volta à presidência. "O governo de unidade só pode ser formado se estivermos de acordo e se eu for restituído." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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