REUTERS/Philimon Bulawayo
REUTERS/Philimon Bulawayo

Zimbábue vive crescente tensão política

Testemunhas dizem que explosões e tiros foram ouvidos na capital e a emissora estatal foi ocupada por soldados em meio a uma disputa entre o chefe do Exército e o presidente Mugabe

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 00h47

HARARE - A situação era incerta na madrugada desta quarta-feira no Zimbábue, com informações de que explosões foram ouvidas na capital, Harare, além de disparos perto da casa do presidente Robert Mugabe. A mídia local também afirmou que um destacamento militar ocupou  a sede da emissora nacional, em meio a uma crescente tensão política entre o chefe do Exército, Constantine Chiwenga, e Mugabe. 

É a primeira vez que o presidente de 93 anos enfrenta a oposição das Forças Armadas, que ameaçaram intervir no país após a destituição do vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Os EUA recomendaram a seus cidadãos que permaneçam em casa até uma nova orientação e se protejam por causa da "incerteza política". Os funcionários da embaixada americana também receberam instruções para trabalhar em suas casas e evitar sair às ruas.

O partido de Mugabe, União Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), acusou nesta terça-feira o chefe do Exército de "conduta de traição" destinada a "incitar a insurreição", depois de ele advertir na segunda-feira que adotaria "medidas corretivas" se prosseguissem as destituições de governistas veteranos.

Acompanhado pelos chefes das Forças Armadas, Chiwenga deu uma entrevista coletiva na segunda-feira na qual advertiu contra a destituição dos membros mais antigos do partido, uma semana após Mugabe destituir seu vice e provocar uma incerteza sobre sua sucessão.

Após de um dia tenso depois que tanques foram vistos na capital, a Zanu-PF assegurou que não considera que a atitude de Chiwenga representa o restante da cúpula militar. / AP e EFE    

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.