Abbas acredita na força de Lula na mediação no Oriente Médio

Segundo presidente palestino, governande brasileiro tem boas relações com ambos os lados e com Obama

Efe,

24 Novembro 2009 | 15h37

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse na Argentina que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser mediador no conflito Palestino-israelense.

 

Em entrevista publicada nesta terça-feira, 24, pelo jornal argentino Clarín, Abbas assegurou que Lula "pode fazê-lo", porque tem relações de confiança com as duas partes do conflito e com o governo dos EUA.

 

Abbas, que encerra nesta terça uma visita de dois dias à Argentina, reiterou que "o Brasil pode desempenhar esse papel" de mediador, apesar de ressaltar que isso depende dos brasileiros e de outras partes envolvidas.

 

O líder palestino também ratificou que deixará a Presidência da ANP quando terminar seu mandato, ao considerar que já fez o suficiente no cargo. "Para mim é suficiente um período. Suficiente é suficiente. Não estou renunciando", ressaltou Abbas, que previu que os palestinos encontrarão alguém para substituí-lo à frente da ANP.

 

Por outro lado, Abbas negou que sua viagem por Brasil, Argentina e Chile, para onde irá nesta terça, siga os passos da feita na semana passada pelo presidente de Israel, Shimon Peres. "Eu não sigo Shimon Peres no Brasil ou na Argentina, eu não sigo ninguém nem ele me segue", indicou.

 

Na entrevista, Abbas considerou que o presidente dos EUA, Barack Obama, "por enquanto não está fazendo nada" para destravar as negociações entre palestinos e israelenses. "Mas ele nos convidou a reativar o processo de paz. Espero que no futuro possa ter um papel mais importante", acrescentou.

 

Abbas insistiu que é preciso que Israel interrompa os assentamentos de colonos nos territórios palestinos e aceite retornar às fronteiras de 1967, antes da chamada Guerra dos Seis Dias.

 

O líder palestino, que na segunda se reuniu com a presidente argentina, Cristina Kirchner, fará nesta terça uma visita protocolar ao Parlamento e falará em um fórum de relações internacionais antes de viajar para o Chile.

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