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Ataque de milícia xiita a mesquita sunita mata ao menos 68 no Iraque

O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2014 | 09h 55

Violência sectária pode prejudicar os esforços do novo premiê do Iraque para formar um novo governo de inclusão contra o EI

BAGDÁ - Ao menos 68 pessoas foram mortas quando uma milícia xiita abriu fogo dentro de uma mesquita sunita iraquiana na província de Diyala, leste do país, nesta sexta-feira, disse uma fonte de segurança iraquiana.

A fonte de segurança disse que ao menos 68 corpos chegaram ao hospital da cidade de Baquba, na província de Diyala. Testemunhas disseram que o número de mortos no ataque seria maior, mas não foi possível verificar os relatos imediatamente.

A violência sectária pode prejudicar os esforços do novo primeiro-ministro do Iraque, o xiita moderado Haider al-Abadi, de formar um novo governo que possa unir os iraquianos na luta contra o grupo Estado Islâmico, formado por militantes sunitas que assumiram o controle de grandes áreas no norte do país.

Ambulâncias transportaram os corpos da cidade de Baquba, principal cidade de Diyala, onde milícias xiitas treinadas pelo Irã são poderosas e agem impunemente.

Ataques a mesquitas são atos de grande sensibilidade no Iraque, e no passado levaram a uma série de contra-ataques e vinganças. A violência no país do Oriente Médio voltou ao nível de 2006/2007, auge de uma guerra civil sectária.

Em julho, milícias xiitas iraquianas executaram 15 muçulmanos sunitas e penduraram seus corpos em postes de eletricidade numa praça pública da cidade de Baquba, segundo a polícia.

Autoridades policiais de Diyala disseram  ter fornecido às milícias xiitas os nomes de suspeitos de integrar o Estado Islâmico, para que fossem localizados e executados. /REUTERS