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Atiradores de Gaza executam 'colaboradores'; morteiro mata menino israelense

NIDAL AL-MUGHRABI E ALLYN FISHER-ILAN - REUTERS

22 Agosto 2014 | 18h 16

Atiradores liderados pelo Hamas em Gaza executaram 18 palestinos acusados de colaborar com Israel nesta sexta-feira, acelerando uma repressão a supostos informantes, depois que as forças israelenses perseguiram e mataram três importantes comandantes do Hamas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou intensificar o combate com o Hamas, prometendo que o grupo irá “pagar um preço alto” após um menino israelense de quatro anos ter sido morto por um projétil de morteiro vindo de Gaza, a primeira criança israelense a morrer na guerra de seis semanas.

Pouco depois de seus comentários, autoridades palestinas afirmaram que Israel destruiu uma casa na Cidade de Gaza com um ataque aéreo, ferindo pelo menos 40 pessoas.

Com manifestantes de comunidades do sul do país atingidas por foguetes do lado de fora de sua casa em Jerusalém após a morte do menino, Netanyahu se viu pressionado a adotar medidas mais severas para encerrar os disparos de projéteis.

O porta-voz militar de Israel declarou que outra ofensiva terrestre é possível, se necessária, para deter o fogo vindo de Gaza.

Mais cedo no enclave palestino, militantes mascarados e vestidos de preto executaram sete supostos colaboradores, atirando nas vítimas encapuzadas e amarradas em uma praça movimentada nas imediações de uma mesquita depois das tradicionais orações de sexta-feira.

Imagens de televisão mostraram garotos reunidos no local onde as execuções aconteceram momentos mais tarde, além de sangue escorrendo na rua e cartuchos de bala espalhados ao redor.

Os assassinatos ocorreram na esteira da execução de 11 supostos informantes em uma delegacia de polícia abandonada nos arredores da Cidade de Gaza, a terceira ocasião neste mês em que agentes sob comando do Hamas eliminaram pessoas suspeitas de fornecer informações a Israel.

O Al Majd, site ligado ao serviço de segurança interna do Hamas, afirmou que “a resistência” – termo usado para todos os grupos palestinos – iniciou uma operação chamada “torcendo o pescoço” para reprimir qualquer colaboração com os israelenses.

Ao longo dos anos, Israel estabeleceu uma rede de contatos nos territórios palestinos, usando uma combinação de pressão e atrativos para convencer palestinos a divulgar informações.

Raji al-Surani, presidente do Centro Palestino de Direitos Humanos, exigiu que a Autoridade Palestina e facções armadas “intervenham para deter estas execuções extra-judiciais, não importa quais são os motivos”.

Desde que o conflito começou, no mês passado, 2.071 palestinos, muitos deles civis, morreram, e cerca de 400 mil dos 1,8 milhão de habitantes do enclave tiveram que deixar suas casas. Sessenta e quatro soldados israelenses e quatro civis em Israel foram mortos.

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