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Chávez e al-Assad admitem fazer parte do chamado 'Eixo do Mal'

Segundo presidentes, Israel e 'império ianque' são inimigos em comum da Venezuela e da Síria

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Efe ,

27 Junho 2010 | 22h35

Chávez e al-Assad se encontram no Palácio de Miraflores

 

CARACAS- Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Síria, Bashar al-Assad, admitiram neste domingo, 27, ter amigos e inimigos em comum e ser parte do que os Estados Unidos chamam de o "Eixo do mal", embora o sul-americano tenha dito que a siglas corresponde ao "Movimento dos Aliados Livres" (MAL).

 

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"Meio a sério e meio como piada" a criação do MAL como instância integradora deveria ser analisada, acrescentou Chávez, convidado para um encontro com Assad em um hotel de Caracas com representantes dos ao redor de 700 mil venezuelanos de origem síria.

 

"Temos inimigos comuns: o império ianque e o Estado genocida de Israel", disse Chávez previamente. Ele acrescentou que como amigos, além disso, contam em comum a nações que têm como objetivo "levar adiante uma revolução socialista, pondo pela frente em primeiro lugar os interesses" dos povos.

 

O ato com a comunidade síria-venezuelana foi a última atividade do presidente da Síria na Venezuela, país onde que chegou na sexta-feira e que escolheu para iniciar sua primeira viagem à América Latina. Hoje o presidente seguiu para Cuba e depois deve visitar ainda o Brasil e a Argentina.

 

"Nós, os latino-americanos, precisamos de uma maior presença dos povos e Governos árabes, precisamos nos unir", afirmou Chávez, ressaltando que a comunidade síria está "profunda e plenamente comprometida com a luta revolucionária da Venezuela".

 

Essa unidade "tem a ver essencialmente com o socialismo", insistiu, ao que Al-Assad respondeu depois que Chávez já "foi nomeado líder árabe" por suas posições de apoio às causas do Oriente Médio e que por isso seria "um bom secretário-geral do Eixo do MAL".

 

O governante sírio também censurou os Estados Unidos por desenvolverem o que chamou de "um colonialismo tradicional" no Iraque e no Afeganistão, e também a Israel por pretender, fundamentado "em crimes e massacres", disse, "tirar os antigos habitantes da região".

 

O governante sírio também criticou organizações mundiais como a ONU, que com o passar do tempo, disse, foram "transformadas em marionetes" e "em vez de proteger a paz se transformaram em organizações que danificam a paz".

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