Chefe do Exército de Israel não descarta nova ofensiva em Gaza

Forças Armadas não exitarão em responder casos ataques de foguetes esporádicos da Palestina persistam

Efe,

13 Novembro 2009 | 12h47

O chefe das Forças Armadas de Israel, general Gabi Ashkenazi, disse nesta sexta-feira, 13, que o Exército do país não hesitará em responder com uma nova ofensiva contra a Faixa de Gaza caso os ataques com foguetes a partir do território palestino continuem.

 

"Estamos preparados para combater e estudamos toda a gama de ameaças", disse Ashkenazi a um grupo de estudantes durante uma visita a um colégio da cidade de Ber Sheva, no sul do país. O também chefe do Estado-Maior se referiu tanto a uma possível atuação na Faixa de Gaza, como ao "polêmico programa nuclear do Irã", segundo veículos de imprensa israelenses.

 

Ashkenazi apontou que, apesar de o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, "ter mostrado contenção e restringido outros" grupos armados palestinos, "não devemos confiar". "Caso necessário, operaremos novamente na Faixa de Gaza para deter o disparo de foguetes", disse o general.

 

Entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, Israel lançou uma ofensiva de 22 dias de duração na Faixa de Gaza com o objetivo de impedir os ataques das milícias palestinas. O saldo da ação foi a morte de 1.400 palestinos, em sua maioria civis, e de 13 israelenses, dos quais dez eram militares.

 

Ashkenazi também falou sobre o Relatório Goldstone, que acusa Israel e as milícias em Gaza de cometer crimes de guerra no conflito armado, e destacou que seu Exército tem a responsabilidade de defender a população a todo custo. "Devemos nos defender quando víamos uma célula de militantes disparando foguetes Grad (122 milímetros) em direção a Ber Sheva, e foi exatamente isso que fizemos", disse.

 

Segundo o chefe militar, "o Relatório Goldstone pede uma resposta" que "deve explicar a justiça dessa guerra e a possibilidade de que nos vejamos forçados a agir novamente".

 

O líder do Hamas em Gaza e primeiro-ministro deposto, Ismail Haniyeh, declarou a um veículo de imprensa iraniano nesta semana que Israel planeja outra ofensiva na faixa. Para ele, é Israel, e não o movimento islamita, que tenta manter o conflito vivo. "O Hamas não procura mais violência", assegurou a um grupo de delegados da Cruz Vermelha que visitou Gaza no início desta semana.

 

Entretanto, Haniyeh disse que, no caso de uma nova ofensiva militar israelense, o Hamas estará preparado para responder.

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