Coalizão diz ter matado mais de 60 integrantes do Taliban

As forças do Afeganistão e as lideradas pelos Estados Unidos mataram mais de 60 integrantes do Taliban em combates no sul do país, elevando para mais de 200 o número de mortos em cerca de 15 dias, disseram as Forças Armadas dos EUA na quinta-feira. Em incidentes separados, também na quinta-feira, dois soldados da Otan foram mortos por bombas de beira de estrada no sul, e um grupo armado sequestrou 12 afegãos que trabalhavam para um grupo que retirava minas terrestres na província de Paktia, no leste do país. Insurgentes fizeram uma emboscada contra uma patrulha da coalizão internacional no bairro de Shah Wali Kot, em Kandahar, e mais de 40 integrantes do Taliban morreram no combate que se seguiu, disseram os EUA. Horas depois, tropas da coalizão e do Afeganistão, com o apoio de ataques aéreos, mataram outros 20 guerrilheiros em outra região de Kandahar, que tem sido palco de vários combates nos últimos meses. "Como os insurgentes continuavam reforçando suas posições com mais combatentes, o comandante em terra requisitou apoio aéreo à coalizão. Aeronaves da coalizão destruíram múltiplas posições inimigas com munições de precisão", disseram as Forças Armadas dos EUA numa nota. Não havia informações independentes sobre o que aconteceu ou sobre quantas pessoas morreram. O representante do Taliban Qari Mohammad Yousuf tinha dito mais cedo pelo telefone que os insurgentes tinham derrubado um helicóptero americano na região. A Otan negou que algum helicóptero tenha caído. Os dois soldados da Otan mortos por bombas de beira de estrada no sul não foram identificados, como costuma ser a política da organização. As forças de coalizão disseram ter matado centenas de Taliban nas últimas semanas, numa série de confrontos. O Taliban admite algumas baixas, mas diz que as forças estrangeiras exageram em muito o número de mortes inimigas. Mais de 7.000 pessoas foram mortas nos últimos 19 meses no Afeganistão, o período mais sangrento desde a derrubada do Taliban, em 2001. (Reportagem adicional de Hamid Shalizi e Sayed Salahuddin)

SIMON GARDNER, REUTERS

06 Setembro 2007 | 17h25

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