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Conflito em Gaza recomeça; Israel chama negociadores de volta

NIDAL AL-MUGHRABI E JEFFREY HELLER - REUTERS

19 Agosto 2014 | 15h 51

Israel disse que militantes palestinos dispararam foguetes de Gaza nesta terça-feira, em uma violação da trégua em vigor, e que reagiu com ataques ao enclave palestino, ameaçando as conversas no Cairo sobre um cessar-fogo de longo prazo.

Uma autoridade israelense afirmou que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ordenou que sua equipe de negociadores no Egito volte para casa.

Três foguetes caíram perto da cidade de Beersheba, no sul israelense, relatou o Exército, quase oito horas antes de o cessar-fogo prorrogado na segunda-feira expirar. Dois outros foguetes foram interceptados pelo sistema antimísseis Domo de Ferro na cidade de Netivot, também no sul do país.

Ninguém assumiu de imediato a autoria dos ataques, que os militares afirmaram não ter causado baixas ou danos. Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, o movimento dominante na Faixa de Gaza, disse não ter conhecimento do lançamento dos projéteis.

“Este ataque com foguetes foi uma violação grave e direta do cessar-fogo”, declarou Mark Regev, porta-voz de Netanyahu. Uma fonte militar disse que, em resposta, “alvos do terror em toda a Faixa de Gaza” foram alvejados.

Um correspondente da Reuters viu uma aeronave israelense disparar um míssil no leste da Cidade de Gaza e fumaça emanando da área. Outras testemunhas disseram ter havido vários ataques aéreos na região.

Cinco palestinos, sendo duas crianças, ficaram feridos, informaram autoridades hospitalares, e a ofensiva de Israel desencadeou um novo êxodo de famílias palestinas, que fugiram dos combates recentes e voltaram para casa poucos dias atrás.

O Ministério da Saúde palestino informou que o número de mortos em Gaza chegou a 2.016, a maioria civis. Israel disse que matou centenas de homens armados no conflito em Gaza, e que 64 soldados israelenses e três civis foram mortos em Israel.

De acordo com determinação do premiê Netanyahu, os delegados israelenses enviados às negociações indiretas com os palestinos para encerrar a guerra de Gaza e traçar o futuro do território devem voltar para casa.

Israel tem dito repetidamente que não vai negociar sob fogo, e os mediadores egípcios têm penado para por fim ao conflito de cinco semanas e selar um acordo que abriria caminho para a chegada de ajuda para a reconstrução do território de 1,8 milhão de habitantes, onde milhares de lares foram destruídos.

Os palestinos querem que Egito e Israel suspendam os bloqueios à Faixa de Gaza, que fragilizam economicamente o enclave. Os dois países veem o Hamas como uma ameaça à sua segurança e desejam garantias de que a eventual remoção de restrições nas fronteiras não resultará na obtenção de armas para os grupos militantes.

Uma autoridade palestina de alto escalão em Gaza afirmou que os pomos da discórdia para um acordo no Cairo eram a exigência do Hamas para construir um porto e um aeroporto, que Israel só quer discutir em outra etapa.

Já Israel pediu o desarmamento dos militantes no enclave. O Hamas diz que entregar as armas está fora de cogitação e culpou os israelenses pelo impasse nas conversas.

Pontuada por várias tréguas temporárias, a escala dos combates em Gaza diminuiu bastante desde que Israel retirou suas tropas terrestres do bastião palestino duas semanas atrás.

Mas na segunda-feira Netanyahu declarou que os militares de seu país estão preparados para realizar “ações muito agressivas” se os disparos contra Israel recomeçarem.

(Reportagem adicional de Maayan Lubell em Jerusalém e Stephen Kalin no Cairo)

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