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Conseguir paz no Oriente Médio 'é difícil, mas possível', diz Netanyahu

Premiê israelense pede 'parceiro palestino autêntico' para chegar a acordo

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Efe

22 Agosto 2010 | 09h32

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu "aos céticos" sobre as negociações diretas com os palestinos, que começarão no próximo dia 2 em Washington, que conseguir a paz é "difícil", mas "possível".

 

"Sei que há muitas dúvidas após 17 anos (de tentativas fracassadas de paz), desde o início do Processo de Oslo, e entendo por que existem. Esperamos tranquilizar os céticos, mas para isso precisamos de um autêntico parceiro no lado palestino para nos comunicar", disse o premiê neste domingo, 22, ao iniciar a reunião semanal do conselho de ministros.

 

Na sexta-feira passada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou que israelenses e palestinos retomarão o diálogo direto de paz com mediação da Casa Branca no próximo 2 de setembro, em Washington.

 

Além de Netanyahu, estarão presentes no encontro o presidente palestino, Mahmoud Abbas, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o rei Abdullah da Jordânia, com quem o presidente Barack Obama se reunirá separadamente na véspera. Os palestinos entram no processo direto de diálogo após semanas de intensas pressões e três meses de conversas indiretas.

 

Netanyahu assinalou hoje que "as negociações requerem que ambas as partes façam concessões" e reiterou várias de suas exigências rechaçadas pelos palestinos, como o reconhecimento de Israel como Estado judeu e a negativa a que refugiados palestinos retornem a seus antigos lares em Israel.

 

"Se temos um parceiro, podemos conseguir a paz em três níveis. O primeiro são autênticos acordos de segurança no Estado de Israel. O segundo é o reconhecimento de Israel como Estado do povo judeu, incluindo o assunto do direito de retorno e a solução aos refugiados palestinos, que se encontraria no futuro Estado palestino", argumentou.

 

Já o terceiro nível é o estabelecimento de um Estado palestino, algo que, para Netanyahu, "requer que seja desmilitarizado e que represente o fim do conflito".

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