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Curdos e sunitas do Iraque abandonam Parlamento após divergência com xiitas

NED PARKER - REUTERS

01 Julho 2014 | 12h 20

Parlamentares iraquianos recém-eleitos iniciaram os trabalhos nesta terça-feira sob pressão para nomear um governo de unidade nacional e evitar divisões no país após uma ofensiva de militantes islâmicos sunitas, que declararam um "califado" para governar todos os muçulmanos do mundo.

No entanto, sunitas e curdos abandonaram a primeira sessão depois que os xiitas não apontaram um nome para substituir o primeiro-ministro Nuri al-Maliki, eliminando as esperanças de que um governo de unidade seria formado rapidamente para evitar a fragmentação do Iraque.

Os Estados Unidos, a Organização das Nações Unidas e o próprio clero xiita do Iraque pressionaram duramente para que os políticos formassem um governo inclusivo para salvar o país, num momento em que os insurgentes sunitas se aproximam de Bagdá.

Mas com a recusa dos xiitas de indicar um primeiro-ministro, sunitas e curdos não quiseram voltar ao plenário após o recesso da câmara na fortificada "zona verde" de Bagdá.

O Parlamento provavelmente não vai reunir-se novamente em pelo menos uma semana, o que deixa o país num estado de limbo político, com Maliki se agarrando ao poder como premiê interino, rejeitado por sunitas e curdos.

Tropas iraquianas lutam há três semanas contra combatentes liderados pelo grupo anteriormente conhecido como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Os combates têm se intensificado nos últimos dias na cidade natal do ex-ditador Saddam Hussein, Tikrit.

O EIIL, que domina faixas de território em um arco territorial que vai de Aleppo, na Síria, até perto da margem oeste de Bagdá, no Iraque, mudou de nome recentemente, passando a chamar-se simplesmente de Estado Islâmico. O movimento declarou seu líder, o guerrilheiro o Abu Bakr al-Baghdadi, como o "califa", um título histórico para o governante de todo o mundo muçulmano.

A insurgência no Iraque é apoiada por outros grupos armados sunitas que se ressentem do que consideram ser uma perseguição do governo de Maliki.

Inimigos de Maliki o culpam pelo rápido avanço dos insurgentes sunitas que tomaram a maior cidade do norte, Mosul, em 10 de junho e, desde então, dominam quase todas as áreas sunitas do país.

Apesar de a coalizão de Maliki ter conquistado a maioria dos assentos, ele ainda precisa de aliados para governar. Sunitas e curdos exigem sua saída, argumentando que ele renegou acordos de partilha de poder e favoreceu sua própria seita, inflamando o ressentimento que alimenta a insurgência.

TROPAS DOS EUA

Os Estados Unidos não pediram publicamente que Maliki deixe o cargo, mas exigiram um governo mais inclusivo em Bagdá como condição para fornecer mais ajuda.

Em outro movimento para aumentar sua presença militar no Iraque, os Estados Unidos disseram na segunda-feira que enviariam mais 300 soldados para o país.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, almirante John Kirby, disse que cerca de 200 combatentes chegaram ao país no domingo para reforçar a segurança na Embaixada dos EUA, as suas instalações de apoio e o Aeroporto Internacional de Bagdá. Outras 100 pessoas também deveriam ir para Bagdá para "fornecer suporte de segurança e logística".

"Essas são forças extras, separadas dos cerca de 300 funcionários cujo envio o presidente autorizou para estabelecer dois centros de operações conjuntos e realizar uma avaliação de como os Estados Unidos podem fornecer suporte adicional para as forças de segurança do Iraque", disse Kirby, em comunicado.

O governo de Maliki, com a ajuda de milícias sectárias xiitas, conseguiu evitar a entrada dos militantes sunitas na capital, mas não foi capaz de recuperar o controle das cidades que suas forças armadas abandonaram.

O Exército tentou na semana passada retomar Tikrit, situada 160 quilômetros ao norte de Bagdá, mas não conseguiu.

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