ElBaradei: recusa do Irã a plano nuclear é decepcionante

O chefe da agência de vigilância nuclear da ONU, Mohamed ElBaradei, classificou nesta quinta-feira como "decepcionante" a recusa iraniana a uma proposta para retirar do país o material para construção de uma possível bomba nuclear.

MARK HEINRICH, REUTERS

26 Novembro 2009 | 11h50

"Estou decepcionado com o fato de o Irã não ter concordado com a proposta original ou modalidades alternativas, ambas as quais acredito serem equilibradas e justas e que trariam grande alívio aos temores relativos ao programa nuclear iraniano", disse ElBaradei.

Sob o acordo esboçado pelo chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU, o Irã enviaria 75 por cento de seu urânio com baixo enriquecimento (LEU) à Rússia e França. O urânio então seria transformado em combustível para um reator para uso médico em Teerã.

Mas a proposta de ElBaradei, que visa derrubar os temores de que o Irã possa derivar secretamente material da LEU para bombas, empacou com a insistência iraniana em não dar o LEU até que o combustível chegue em seu território.

Isso acabaria com o objetivo de seis potências mundiais -- Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e China -- de reduzir as reservas de LEU do Irã para menos da quantidade necessária para uma ogiva nuclear, se refinada para alta pureza.

ElBaradei rejeitou as declarações do Irã de que o acordo carece de garantias de que a República Islâmica terá o combustível no fim, uma condição que o Ocidente considera como um atraso e clara evidência de que o LEU não será usado para geração de eletricidade, como Teerã insiste.

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