Embaixador diz que relações entre Israel e EUA são as piores em 35 anos

Atritos cresceram com anúncio de expansão de assentamentos durante visita de vice-presidente americano

Efe,

15 Março 2010 | 10h17

As relações diplomáticas entre EUA e Israel são as piores em 35 anos. Assim avalia o em embaixador israelense em Washington, Michael Oren, segundo a edição desta segunda-feira, 15, o jornal israelense Ha'aretz.

 

Oren, durante a reunião especial para analisar o estado dos laços bilaterais entre os países, afirmou que a atual crise é a mais séria nas relações com os americanos desde o confronto entre Henry Kissinger e Yitzhak Rabin em 1975, quando os EUA exigiram que Israel se retirasse de parte da Península do Sinai.

 

No domingo, já depois do encontro dos cônsules, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentou diminuir a tensão com os EUA ao classificar como "lamentável" o anúncio da construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental durante a visita a Israel do vice-presidente americano, Joe Biden, durante a semana passada.

 

Netanyahu voltou a se desculpar pela aprovação de novas construções na colônia judaica de Ramat Shlomo, anunciada no último dia 9, um dia depois de a Casa Branca confirmar o início de negociações indiretas com os palestinos após mais de um ano de estagnação no processo de paz.

 

O anúncio da ampliação de uma das colônias judaicas foi duramente condenado pela comunidade internacional e pela administração de Obama. Uma das críticas mais duras partiu da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Na sexta-feira passada, ela telefonou para Netanyahu e, segundo a imprensa, "repreendeu" o premiê pelo fato de o anúncio sobre as novas construções ter coincidido com a visita de Biden.

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