Hamas está comprando terras em Jerusalém, afirma Israel

Oficial de segurança israelense disse que grupo disputa poder com ANP e Movimento Islâmico

Agência Estado ,

15 Junho 2010 | 18h16

O movimento islâmico Hamas está comprando terras em Jerusalém, enquanto grupos palestinos tentam ganhar influência na disputada cidade, afirmou nesta terça-feira, 15, o chefe do serviço de segurança de Israel, Shin Bet. "O Hamas está trabalhando por meio do Dawas (grupos missionários e de caridade islâmicos) para comprar terras dentro das fronteiras municipais da cidade", disse Yuval Diskin ao Comitê Parlamentar de Relações Exteriores e de Defesa a funcionários que participaram de uma reunião a portas fechadas.

 

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Falando no Comitê Knesset de Relações Exteriores e Defesa, Diskin acrescentou que forças centrais atualmente operando em Jerusalém Ocidental são a Autoridade Palestina, o Hamas e o Movimento Islâmico. Ele explicou que os três movimentos estavam competindo uns com os outros por influência e presença na área. Mais cedo durante a reunião, Diskin advertiu que levantar o bloqueio naval em Gaza, imposto a três anos atrás quando o Hamas lutou pelo poder na Faixa em um violento golpe, seria "um desenvolvimento perigoso para Israel".

 

"Seria uma grande brecha na segurança, mesmo se os navios fossem inspecionados ao longo do caminho nos portos internacionais na rota de Gaza", avisou. Um porto no Chipre onde os navios pertencentes à frota de ajuda humanitária foram atacados por Israel ao tentar furar o bloqueio a Gaza foi mencionado no encontro.

 

Diskin acrescentou que organizações terroristas em Gaza continuam a se armar e a ganhar força, ambos com produção independente de armas e ações de roubo. "O Hamas e a Jihad Islâmica têm posse de 5.000 foguetes na Faixa de Gaza, com um alcance de 40 km", explicou Diskin. "Claro que 4.000 foguetes pertencem ao Hamas". "O Hamas também possui diversos foguetes que podem alcançar o centro de Israel", continuou Diskin.

 

O diretor da Shin Bet também endereçou o desejo de Israel de aliviar o bloqueio a Gaza, dizendo que "não há crise humanitária na Faixa de Gaza. Eu não tenho nenhum problema de facilitar a transferência de bens vindos de Israel. Mas armas estão sendo roubadas agora mesmo em Sinai."

Jerusalém é uma cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos. É um dos territórios mais disputados do Oriente Médio, e os palestinos querem uma parte da cidade como capital de seu futuro Estado independente. Israel trabalha nos últimos anos para evitar que grupos políticos palestinos operem na cidade, fechando prédios ligados a essas organizações. Não foi divulgado se Israel tem um plano para combater essa suposta influência do Hamas na cidade.

 

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