Irã anunciará 'condições para novas negociações' na próxima semana

Ahmadinejad critica Conselho de segurança após sanções e diz que resolução 'foi um erro'

estadão.com.br

24 Junho 2010 | 11h07

TEERÃ - O Irã anunciará na próxima semana "suas condições" para eventuais negociações a respeito do seu programa nuclear com o 5+1, grupo dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) mais a Alemanha, disse nesta quinta-feira, 24, o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, segundo a agência AFP.

 

Veja também:

lista Veja as sanções aplicadas ao Irã

especialEspecial: O programa nuclear do Irã

 

"A República Islâmica do Irã anunciará na próxima semana as condições para negociar com os países que votaram uma resolução contra o nosso país", declarou Ahmadinejad. "Votaram a resolução e depois nos pediram para negociar. Pois bem, vamos negociar de tal maneira que vão lamentar e nunca mais se atreverão a cometer esse tipo de erros", completou.

 

Doze dos 15 membros do Conselho de Segurança votaram a favor de uma nova resolução que impões sanções ao Irã por conta de seu programa nuclear, que as potências ocidentais acreditam ter fins militares, o que Teerã nega. Brasil e Turquia votaram contra e apenas o Líbano se absteve.

 

Os cinco membros permanentes do Conselho - EUA, Rússia, China, Reino Unido e França - mais a Alemanha discutiram por um longo tempo com o Irã sobre a interrupção do programa nuclear de Teerã, em constante desenvolvimento. "Os países a favor da resolução têm medo, já que imediatamente depois de aprová-las pediram as negociações", disse Ahmadinejad. "Esses países ameaçam o Irã e creem que a nação iraniana tem medo, o povo iraniano vai neutralizar essas ameaças", concluiu.

 

O presidente não deixou de criticar o Conselho pela forma como toma decisões contra seus adversários. "Temos planos para mudar o sistema injusto que governa o mundo e por isso falaríamos da injustiça que é o Conselho de Segurança e sobre a necessidade de corrigi-lo", disse Ahmadinejad, acrescentando que, "com a resolução, eles jogaram a favor dos planos ao ratificar os critérios injustos do órgão".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.