Ammar Awad/Reuters
Ammar Awad/Reuters

Israel celebra a 'reunificação' de Jerusalém em 1967

Forças de segurança foram enviadas para comemoração para evitar incidentes

estadão.com.br

12 Maio 2010 | 12h15

JERUSALÉM - Importantes forças de seguranças foram enviadas nesta quarta-feira, 12, para Jerusalém para prevenir acidentes, em ocasião do 43º aniversário da anexação do setor oriental da cidade por Israel depois de sua conquista.

 

"Milhares de policiais e guardas fronteiriços foram mobilizados para este dia, e nosso efetivo foi particularmente reforçado na Cidade Velha de Jerusalém", disse à AFP o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

 

"Tomamos essas medidas para evitar excessos durante uma manifestação prevista pelos Fiéis do Monte do Templo (um grupo judaico extremista) abaixo da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, o terceiro lugar santo do islã", acrescentou o porta-voz.

 

Durante a tarde desta quarta, milhares de pessoas, a maioria judeus religiosos nacionalistas, desfilarão agitando bandeiras israelenses no centro de Jerusalém até o Muro das Lamentações, situado na Cidade Velha e um dos lugares mais sagrados do judaísmo.

 

Em virtude de uma "lei fundamental" da Knesset (o parlamento unicameral) votada em 30 de julho de 1980, Israel considera que toda Jerusalém é sua "capital indivisível e eterna", incluindo o setor oriental, de maioria árabe, conquistado durante a guerra árabe-israelense de junho de 1967.

 

A anexação de Jerusalém Oriental, seguida por construções massivas em uma dezena de novos bairros de colonização, jamais foi reconhecida pela comunidade internacional.

 

"Uma Jerusalém Unida"

 

No contexto do aniversário da anexação de Jerusalém, os líderes israelenses prometeram manter a cidade unida.

 

As festividade acontecem ao mesmo tempo que as disputas sobre as construções israelenses na Jerusalém Oriental se tornam o centro da discussão dos esforços de paz internacionais.

 

Os palestinos querem esta parte de Jerusalém, predominantemente árabe, como sua futura capital. Os EUA e os palestinos demandam o fim imediato das construções israelenses nesta área.

 

O prefeito de Jerusalém Nir Barkat disse nesta quarta que as fronteiras da cidade são "inegociáveis". Falando no evento do Dia de Jerusalém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfatizou os "laços inquebráveis" do povo judeu com a cidade sagrada. Ele prometeu continuar as construções na cidade.

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