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Israel diz ter retido informação de que Sotloff era cidadão do país

DAN WILLIAMS - REUTERS

04 Setembro 2014 | 20h 10

Israel declarou nesta quinta-feira que impediu a mídia local de relatar que Steven Sotloff, jornalista norte-americano assassinado, era cidadão israelense para tentar reduzir o risco à sua vida depois que ele foi capturado pelo Estado Islâmico na Síria no ano passado.

O grupo militante, que ocupou vastas porções de território sírio e iraquiano, divulgou um vídeo nesta semana mostrando a decapitação de Sotloff e classificando a execução como retaliação aos ataques aéreos dos Estados Unidos às suas posições. A dupla nacionalidade do jornalista foi revelada publicamente depois que a Casa Branca confirmou a autenticidade da filmagem.

Sotloff, que era judeu, imigrou em 2005 para Israel, cujo governo tomou conhecimento de que ele era israelense “nos estágios iniciais” de seu sequestro, afirmou o ministro das Relações Exteriores do país, Avigdor Lieberman.

“Os censores emitiram uma ordem de silêncio proibindo a divulgação de que ele era um cidadão israelense. Também estamos em contato próximo com os EUA a respeito tanto do Estado Islâmico quanto do jornalista Sotloff”, disse ele ao canal de televisão israelense Channel 10.

Os censores militares de Israel têm o poder de bloquear preventivamente reportagens tidas como danosas à segurança nacional.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu mencionou Sotloff como um exemplo dos valores ocidentais liberais compartilhados pelo Estado judeu.

"Steven foi morto porque representava, para estes terroristas assassinos, um símbolo do Ocidente – a mesma cultura que o Islã radical quer erradicar”.

Ele ainda acrescentou: “Acho que isto é o início de uma certa percepção, muitos no mundo estão entendendo melhor que no passado que as ameaças a Israel são as mesmas ameaças a eles”.

RESGATE

Lieberman saiu pela tangente quando indagado se Israel tentou resgatar Sotloff, dizendo somente que “houve tentativas, tanto norte-americanas quanto europeias, de libertar reféns. Lamento que não foram bem-sucedidas”.

Pela lei israelense, cidadãos que viajam para países inimigos, como a Síria, com um segundo passaporte estão sujeitos a serem processados quando retornam. Se forem sequestrados, o governo de Israel não tem obrigação de repatriá-los, afirmam especialistas.

Uma autoridade israelense de alto escalão familiarizada com temas de inteligência disse à Reuters não ter conhecimento de qualquer esforço do governo para recuperar Sotloff, que foi capturado em solo sírio em agosto de 2013.

Sotloff contribuía com vários veículos de mídia israelenses, que declararam ter buscado ocultar sua ligação com ele, e sua identidade judia, enquanto ele foi mantido como prisioneiro.

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