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Israel intensifica buscas na Cisjordânia por três jovens desaparecidos

REUTERS

14 Junho 2014 | 17h 51

Israel enviou mais soldados para a Cisjordânia ocupada neste sábado para acelerar as buscas por três adolescentes israelenses que podem ter sido sequestrados por palestinos, com uma fonte militar dizendo não saber se estariam vivos ou mortos.

Os dois jovens de 16 anos e o terceiro, de 19 anos, desapareceram na quinta-feira à noite, depois que saíram de um assentamento judaico onde eram estudantes seminaristas. Desde então, o Exército israelense realizou buscas de casa em casa, rondas e interrogatórios em Hebron e em aldeias vizinhas.

Eles prenderam pelo menos 12 moradores da região de Hebron, incluindo duas mulheres, confiscaram vídeos de câmeras de segurança de propriedades privadas e impediram cerca de 300 moradores de deixar a área, disseram testemunhas e autoridades palestinas.

O incidente testa os laços entre Israel e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que estavam desgastados pelo seu acordo de partilha de poder de abril com o grupo islâmico Hamas, que é hostil a Israel.

Em um comunicado televisionado, divulgado depois que ele conversou com seus chefes de segurança, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que os três adolescentes haviam sido “definitivamente” sequestrados, embora não tenha dito por quem.

Netanyahu acusou a aliança de Abbas com o Hamas de ter encorajado os militantes palestinos. Ele exigiu que o líder palestino faça “tudo que for necessário” para resolver a crise.

“Os terroristas vieram do território da Autoridade (palestina), e a Autoridade é responsável”, disse Netanyahu, se referindo à administração de Abbas, que exerce um autogoverno limitado na Cisjordânia.

Wasel Abu Youssed, um membro do alto escalão da Organização para a Libertação da Palestina, de Abbas, rejeitou a acusação de Netanyahu.

“Essa confusão tem o propósito de preparar uma ofensiva militar como parte do sua guerra declarada e contínua contra o povo palestino”, disse Abu Youssef à Reuters.

Na sexta-feira, o Departamento de Estado norte-americano disse que, por sua insistência, Abbas estava “trabalhando em conjunto” com Israel. Autoridades de segurança palestinas disseram que estão ajudando seus colegas israelenses na busca. O Hamas condenou essa cooperação.

(Reportagem de Yusri Al-Jammal)