Israel pode congelar expansão de assentamentos por 10 meses

Construção de novas casas é o principal entrave para a retomada das negociações de paz com a Palestina

Agência Estado e Associated Press,

25 Novembro 2009 | 11h58

O escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira, 25, que Israel pretende propor um congelamento de dez meses nas construções em assentamentos israelenses na Cisjordânia.

 

"O primeiro-ministro apresentou uma proposta para a suspensão de todas as novas construções de casas, assim como da concessão de permissões para novas casas na Cisjordânia, por um período de dez meses", disseram fontes do gabinete do premiê. A medida "tem como objetivo fazer avançar o processo de paz" com os palestinos, disseram.

 

O tema das construções nos assentamentos é um dos principais entraves para a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos, que dizem que apenas negociarão a paz quando as construções forem paralisadas. Os palestinos querem essas terras como parte de seu futuro Estado independente.

 

Segundo a imprensa local, Netanyahu poderia anunciar a adoção da moratória em um comparecimento aos meios de comunicação, o que não foi confirmado oficialmente. A moratória proposta por Netanyahu, porém, não inclui Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado, que é considerada por Israel um assunto diferenciado e fundamental do conflito, a ser tratado nas conversas para o estatuto definitivo de paz.

 

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyad, disse à imprensa que a paralisação nas colônias proposta por seu colega israelense era inaceitável se não incluísse a cidade santa.

 

Pouco antes, o principal negociador palestino, Saeb Erekat, havia advertido que os palestinos não aceitariam um congelamento parcial apenas na Cisjordânia. Os palestinos exigem que as construções sejam paralisadas também em Jerusalém Oriental.

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