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Palestinos estimam reconstrução de Gaza em U$7,8 bilhões

NOAH BROWNING - REUTERS

04 Setembro 2014 | 17h 23

Só para reerguer as 17 mil casas arrasadas pelos bombardeios israelenses em Gaza, o custo será de 2,5 bilhões de dólares

MOHAMMED ABED/AFP
Reconstruir Gaza dependerá muito de assistência estrangeira e irá exigir o fim da rivalidade entre palestinos e a abertura das passagens de fronteira por parte de Israel, disse Shtayyeh

Reconstruir Gaza irá custar 7,8 bilhões de dólares, afirmou a Autoridade Palestina nesta quinta-feira, o levantamento mais abrangente até agora dos danos da guerra de sete semanas com Israel, durante a qual bairros inteiros e parte vital da infraestrutura local viraram pó.

O custo para reerguer as 17 mil casas arrasadas pelos bombardeios israelenses em Gaza será de 2,5 bilhões de dólares, disse a Autoridade, e o setor de energia precisará de 250 milhões de dólares, já que a única usina elétrica do território foi destruída por dois mísseis de Israel.

“O ataque desta vez foi sem precedentes, Gaza foi atingida por uma catástrofe e precisa de ajuda imediata, porque muitas coisas não podem esperar muito tempo”, afirmou Mohammed Shtayyeh, economista palestino e membro veterano da Fatah, partido dominante na Cisjordânia, aos repórteres em Ramallah.

Reconstruir Gaza dependerá muito de assistência estrangeira e irá exigir o fim da rivalidade entre palestinos e a abertura das passagens de fronteira por parte de Israel, disse Shtayyeh, que lidera o Conselho Econômico Palestino de Pesquisa e Desenvolvimento (PECDAR, na sigla em inglês), que realizou a pesquisa.

Mas nenhum dos fatores mencionados por Shtayyeh pareceu iminente. Uma conferência de doadores no Cairo ainda precisa ser formalmente agendada, as instituições palestinas continuam divididas entre Gaza e Cisjordânia e Israel ainda precisa facilitar a movimentação de pessoas e bens na divisa com Gaza.

O estudo ainda revelou que o setor de educação do enclave irá necessitar de cerca de 143 milhões de dólares para se reestruturar. Cerca de meio milhão de crianças não conseguiram voltar para suas escolas devido aos danos ou porque as instalações estão sendo usadas para abrigar refugiados.