Polícia do Irã impedirá manifestações 'ilegais' em 4 de novembro

A polícia iraniana enfrentará qualquer manifestação "ilegal" no dia 4 de novembro, quando a república islâmica comemora 30 anos desde que a embaixada americana foi tomada em Teerã, disse uma agência de notícias semioficial no domingo.

REUTERS

01 Novembro 2009 | 15h46

A agência Mehr noticiou a advertência do vice-chefe de polícia Ahamdreza Radan um dia depois que o líder da oposição Mirhossein Mousavi apareceu para pedir à sua base de apoio que participe de manifestações nesse dia.

Num comunicado publicado em seu site www.kaleme.com, Mousavi disse que continuaria com seus esforços para mudar a política iraniana depois de uma eleição em junho que ele afirma ter sido fraudada para garantir a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

A oposição enfrentou a polícia e governistas no dia 18 de setembro nas demonstrações anuais em apoio aos palestinos.

"O dever da polícia é defender a ordem pública e para seguir a lei temos de impedir qualquer movimento que perturbe a ordem pública", disse Radan.

Uma alta autoridade iraniana, Hasan Malek-Mohammadi, também fez uma advertência séria para a oposição, de acordo com a agência IRNA.

"Os indivíduos e grupos que agirem contra os pilares da revolução e os pontos de vista (do líder supremo Aiatolá Ali Khamenei) serão considerados como Mohareb (que lutou contra Deus) e corruptos na Terra", disse Malek-Mohammadi, referindo-se a um crime que pode ser punido com a morte no Irã.

Manifestações antiocidentais normalmente acontecem do lado de fora da antiga embaixada dos Estados Unidos para marcar o dia em 1979 quando estudantes radicais escalaram os muros do local e fizeram 52 americanos de reféns, mantendo-os em cativeiro por 444 dias. Washington cortou relações diplomáticas com Teerã em 1980.

(Por Reza Derakhshi e Parisa Hafezi)

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