Rússia promete fornecer combustível nuclear ao Irã, diz ministro

'Sanções não podem impedir' os russos, diz o titular da pasta de Energia de Moscou

Agência Estado

14 Julho 2010 | 16h47

MOSCOU - Empresas russas estão prontas para fornecer combustível para o Irã, apesar das sanções unilaterais impostas pelos EUA e pela União Europeia (UE) contra os setores de gás e petróleo iranianos, afirmou nesta quarta-feira, 14, o ministro de Energia da Rússia, Sergei Shmatko. "As sanções não podem nos impedir", disse, após uma reunião em Moscou com o ministro do Petróleo do Irã, Massoud Mir Kazemi, segundo agências de notícias russas.

 

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A promessa foi feita em meio a um período de tensão sem precedentes entre a Rússia e o Irã nas últimas duas décadas. O clima piorou nesta semana com a declaração do presidente Dmitri Medvedev, de que Teerã está perto de ter a capacidade para construir uma bomba atômica.

 

Os dois ministros também assinaram uma declaração conjunta para estimular a cooperação em energia, que prevê que Rússia e Irã criem um "mapa do caminho" para planejar o futuro da colaboração dos dois países nos setores de petróleo e gás. A declaração diz que os dois lados também vão considerar a criação de um banco conjunto para financiar projetos de gás e petróleo, bem como de outros empreendimentos comuns no setor de energia.

 

Insatisfação

 

A Rússia já expressou sua insatisfação com as sanções definidas no mês passado pelos EUA e pela União Europeia para punir o Irã em razão do impasse sobre o programa nuclear do país. Elas vão além das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU), com as quais a Rússia e outras potências mundiais concordaram e cujo alvo são indústrias relacionadas ao setor militar.

 

O Irã, que detém cerca de 10% das reservas de petróleo mundiais, é o quarto maior exportador do mundo e o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atrás apenas da Arábia Saudita. Mas a falta de capacidade de refino faz com que o Irã tenha de importar derivados de petróleo para satisfazer sua demanda interna. As informações são da Dow Jones.

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