Saída de Abdullah não afetará estratégia dos EUA--autoridades

Altas autoridades dos Estados Unidos disseram no domingo que a desistência de Abdullah Abdullah do segundo turno das eleições em que ele desafiava o atual presidente Hamid Karzai não vai complicar as decisões do presidente americano Barack Obama sobre a estratégia de guerra que vai utilizar no Afeganistão.

CAREN BOHAN, REUTERS

01 Novembro 2009 | 18h12

A secretária de Estado, Hillary Clinton, deixou claro que o governo Obama vai trabalhar com o governo de Karzai se ele continuar no poder, como parece que vai acontecer.

"Essa é agora uma questão para as autoridades afegãs decidir uma maneira que conclua esse processo eleitoral em linha com a Constituição afegã", disse Clinton em um comunicado enviado por email enquanto ela viaja ao Marrocos.

"Daremos apoio ao próximo presidente e ao povo do Afeganistão, que busca e merece um futuro melhor".

Hillary também pediu que Abdullah "permaneça envolvido" e trabalhe pela paz no Afeganistão.

O alto assessor do governo de Obama David Axelrod disse que Abdullah "tomou uma decisão política de sair do processo eleitoral e que isso não muda significativamente a situação."

Axelrod disse ao programa "Face the Nation" na rede de TV CBS que Abdullah "está se estabelecendo como o líder da oposição mas que todas as pesquisas indicavam que ele seria derrotado de qualquer maneira."

A desistência de Abdullah pode colocar em dúvida a legitimidade do governo de Karzai justo quando Obama está decidindo se envia 40 mil soldados adicionais para o Afeganistão.

Abdullah acusou Karzai de não atender a seu pedido de uma eleição justa.

Autoridades eleitorais do Afeganistão disseram que o segundo turno aconteceria com ambos os nomes nas cédulas mas com Karzai como o único candidato.

(Reportagem adicional de Donna Smith e John O'Calaghan)

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