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Total documentado de mortos na guerra da Síria é de ao menos 191 mil até abril, diz ONU

STE - REUTERS

22 Agosto 2014 | 09h 41

Pelo menos 191.369 pessoas foram mortas no conflito da Síria até abril, mais do que o dobro documentado um ano antes, e, provavelmente, um número ainda subestimado, informou o escritório de direitos humanos da Orgaização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira. 

O relatório da ONU, baseado em dados de quatro grupos e do governo, cujos números foram cruzados, reflete uma realidade de mortes e tortura, ao passo que a guerra civil “tem ficado abaixo do radar internacional”, de acordo com a alta comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay. 

“Com mais mortes relatadas em outros períodos, em acréscimo a novas mortes que aconteceram, o total fica acima do dobro do número documentado há um ano”, disse Pillay em comunicado.

“No entanto, como o relatório explica, tragicamente essa é provavelmente uma contagem subestimada do número total real de pessoas mortas durante os três primeiros anos deste conflito assassino."

Outras 51.953 mortes que foram relatadas não tiveram informações suficientes de confirmação e foram excluídas da análise, disse o relatório divulgado em Genebra. Um número significativo pode não ter sido divulgado por nenhuma das cinco fontes, acrescentou a ONU. 

O maior número de mortes documentadas foi registrado na província Damasco Rural (39.393), seguida de Aleppo (31.932), Homs (28.186), Idlib (20.040), Daraa (18.539) e Hama (14.690). 

Pillay repetiu seu apelo para que os alegados crimes de guerra e contra a humanidade, cometidos por todos os lados do conflito sírio, foram levados para o Tribunal Penal Internacional (TPI).

“É essencial que governos tomem medidas sérias para parar a luta e deter os crimes, e, acima de tudo, parar de alimentar esta monumental, e totalmente evitável, catástrofe humana com a provisão de armas e outros suprimentos militares”, disse.