Turcos matam 35 rebeldes no 2º dia de operação no Iraque

Tropas já adentraram até 20 km no território iraquiano; 79 rebeldes foram mortos desde o ínicio da incursão

Associated Press,

23 Fevereiro 2008 | 15h37

Continuando sua incursão no Iraque, tropas trucas adentraram até 20 quilômetros no território iraquiano e mataram cerca de 35 rebeldes curdos neste sábado, 23, no segundo dia da operação militar no país.   Veja também: Rebeldes dizem que 22 soldados turcos morreram no Iraque Dezenas de rebeldes e 5 turcos morrem em incursão ao Iraque Turquia promove grande incursão militar terrestre no Iraque   Duros combates ocorreram entre as tropas turcas e militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) nas zonas de Zap, Hakurk e Haftanin. Segundo a Agência Dogan, entre os mortos estariam duas importantes figuras do partido.   Desde o inicio dos ataques, na sexta-feira, 22, estima-se que 79 rebeldes foram mortos.   Líderes militares do PKK confirmaram a morte de pelo menos 24 soldados turcos, e asseguram que os corpos de 15 deles se encontram em seu poder.   Pela primeira vez, o partido reconheceu que membros do grupo foram mortos, embora Bahoz Erdal, comandante das HPG - ala militar do PKK - tenha reduzido o número para dois.   Protestos   Um grupo se concentrou em frente a sede central do Partido da Sociedade Democrática (DTP), em Istambul, para protestar contra a incursão turca no Iraque.   Os manifestantes acusavam o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, de "assassino".   Em comunicado publicado na internet, o Estado-Maior turco advertiu os cidadãos para que não confiem em informações dadas por outras fontes, e ressaltou que o Exército falará sobre o desenvolvimento da operação.   Na sexta-feira, 22, forças terrestres da Turquia atravessaram a fronteira com o norte do Iraque, em uma operação contra rebeldes curdos que estariam refugiados na região, segundo o Exército da Turquia.   Foi a primeira incursão militar por terra da Turquia no Iraque desde a invasão americana de 2003, e cria temores de que poderá deflagrar um conflito mais amplo com os curdos iraquianos apoiados pelos EUA, apesar das garantias turcas de que alvejará apenas alvos do PKK.

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