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Após dia de confrontos, Guaidó mantém protesto contra Maduro nesta quarta-feira,1º

Conflito entre oposição e forças do governo na terça-feira, 30, deixou um morto e, ao menos, 60 feridos

Manifestantes antichavistas e forças de segurança entraram em confronto em Caracas e nas cidades de Maracaibo e San Cristóbal, nesta terça-feira, 30.

 

Os conflitos começaram após o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, declarar que teria apoio de militares venezuelanos no movimento para acabar com a "usurpação do poder" no País e convocar a oposição a ir para as ruas para pressionar o presidente Nicolás Maduro. Ao seu lado estava o também líder opositor Leopoldo López libertado de sua prisão domiciliar por militares que apoiam Guaidó.

 

Diosdado Cabello, responsável pela Assembleia Constituinte pró-Maduro, convocou apoiadores do governo a irem para o Palácio presidencial de Miraflores. Maduro afirmou ter lealdade dos militares.

 

Ao menos 119 pessoas foram presas em quatro Estados, segundo a ONG Foro Penal Venezuelano. Durante confrontos, tanques chegaram a avançar sobre manifestantes nas proximidades de uma base aérea em Caracas. De acordo com números oficiais, uma pessoa foi morta e mais de 60 ficaram feridas. 

 

Guaidó convocou a população a manter os protestos previstos para esta quarta-feira, dia 1º de maio, contra o presidente venezuelano. 

 

 

 

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  • 22h20

    01/05/2019

    Encerramos aqui a cobertura ao vivo da crise na Venezuela. Acompanhe as novidades sobre o que acontece no país no nosso site: https://internacional.estadao.com.br/ 

     

    Boa noite! 

     

  • 21h51

    01/05/2019

    Maduro tem negado recurso judicial para impedir Guaidó de representar Venezuela nos EUA 

     

     

    Um tribunal do Distrito de Columbia (DC) negou nesta quarta-feira, 1º, um recurso do governo de Nicolás Maduro para impedir que o líder opositor venezuelano Juan Guaidó, reconhecido pelos Estados Unidos como presidente interino, represente o país em tribunais americanos. Leia mais

  • 20h39

    01/05/2019

    Jornalista Gregoy Jaimes, do canal venezuelano VPITV, é ajudado por colegas após ser ferido durante cobertura dos protestos

    Federico Parra / AFP

  • 20h36

    01/05/2019

    Pelo menos 15 menores ficam feridos em protestos na Venezuela, diz Unicef

     

    Pelo menos 15 menores com entre 14 e 17 anos ficaram feridos durante os protestos de ontem na Venezuela, informou nesta quarta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que reivindicou a todas as partes que garantam a integridade e a segurança dos que participam das manifestações.

     

     

    "Os protestos potencialmente violentos nas ruas da Venezuela estão expondo jovens a lesões e danos. Peço a todos os envolvidos que tomem medidas imediatas para proteger as crianças de qualquer tipo de violência", disse em comunicado Henrietta Fore, diretora-executiva do Unicef.

  • 19h15

    01/05/2019

  • 19h04

    01/05/2019

    Maduro diz que traidores pagarão na prisão 

    Ao falar à TV pública venezuelana neste segundo dia de protestos no país, o presidente Nicolás Maduro afirmou que a Justiça do país "está buscando" os responsáveis pelo levante militar que fracassou na véspera. Segundo ele, esses militares "mais cedo ou mais tarde" pagarão na prisão pelo crime de traição. 

  • 18h33

    01/05/2019

    Feridos na Venezuela nesta quarta-feira já são 27 

     

    Pelo menos 27 pessoas ficaram feridas nos violentos confrontos ocorridos em algumas das manifestações contra Maduro, que acontecem nesta quarta-feira, 1º, em toda a Venezuela, informaram fontes médicas locais. Leia mais

  • 17h02

    01/05/2019

    Confrontos em protestos contra governo deixam 8 feridos em Caracas

     

    CARACAS - Pelo menos oito pessoas ficaram feridas nos violentos confrontos ocorridos em algumas das manifestações contra o governo de Nicolás Maduro, que acontecem nesta quarta-feira, 1º, em toda a Venezuela, informaram fontes médicas. 

     

    Em Caracas, os confrontos começaram quando dezenas de opositores tentaram bloquear uma autoestrada e lançaram pedras e coquetéis molotov contra a base aérea, onde um grupo de militares se rebelou ontem contra o presidente Nicolás Maduro.

     

    Da base, soldados da Guarda Nacional lançaram gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que estavam encapuzados e faziam parte de uma passeata de centenas de pessoas.

     

    Homens da Guarda Nacional também usaram gás lacrimogêneo para impedir o avanço de uma pequena mobilização no setor de El Paraíso, a uma distância de menos quatro quilômetros do Palácio presidencial de Miraflores, conforme imagens da imprensa local.

     

    Em outros setores da cidade, como La Florida, membros da oposição denunciaram "repressão" da Guarda Nacional e da Polícia.

     

     

    Ontem, durante o frustrado levante militar liderado por Guaidó, houve distúrbios em várias cidades. De acordo com o governo e com organizações dos direitos humanos, uma pessoa morreu, e dezenas ficaram feridas.

  • 16h50

    01/05/2019

    ONU pede calma 

     

    A ONU informou nesta quarta-feira que está em contato com o governo da Venezuela e com representantes da oposição para reiterar a necessidade de manter a calma e de buscar uma solução política para a crise no país.

     

     

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, conversou ontem à noite com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza. Além disso, funcionários da organização entraram em contato com pessoas que trabalham com o líder da oposição, Juan Guaidó.

     

    "Guterres reitera o pedido para que todas as partes exerçam a máxima moderação e rechaça o uso da força letal contra manifestantes pacíficos. A nossa preocupação é com os venezuelanos e em tentar encontrar uma solução pacífica para a atual crise", afirmou o porta-voz da Secretaria-Geral da ONU, Stéphane Dujarric.

     

  • 16h41

    01/05/2019

    Voos cancelados 

    Diversas companhias áreas cancelaram voos internacionais com destino a Caracas nesta quarta-feira, 1º, após os protestos violentos registrados na capital do país ontem. A companhia espanhola Air Europa informou que os voos de hoje para Caracas foram suspensos e outros cancelamentos poderão ser anunciados nos próximos dez dias.

     

    A agência de viagens Molina Viajes, com sede em Caracas, divulgou que os voos provenientes de Miami para Caracas e com destino à cidade americana também foram suspensos. A companhia Estelar cancelou seu voo de Buenos Aires, na Argentina, para a capital venezuelana, mas continua operando os voos que vêm de e para o Peru e o Chile.

  • 15h28

    01/05/2019

    No distrito de Libertador, na zona oeste de Caracas, há registro de confrontos entre manifestantes e a polícia. Coletivos chavistas também atuam no local, conhecido por ser tradicionalmente leal ao governo. 

  • 15h26

    01/05/2019

    Os atos de hoje em Caracas e outras cidades da Venezuela já reúnem milhares de pessoas. Muitos gritam palavras de ordem contra o chavismo e carregam bandeiras do país, bem como faixas azuis em referência aos militares que se juntaram ontem ao líder opositor Juan Guaidó

     

    "O que queremos? Liberdade!", gritam. 

  • 15h05

    01/05/2019

    'Greve geral' 

     

    O líder do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, reapareceu nesta quarta-feira, 1º, em Caracas em uma manifestação e convocou uma greve progressiva na administração pública a partir de amanhã.

     

    "Amanhã começa a 'Operação Liberdade Sindical' rumo à greve geral (...) Amanhã vamos acompanhar a proposta de greve escalonada", disse Guaidó diante de mil pessoas que se concentraram em um dos pontos preparados hoje pela oposição para protestar contra o governo de Nicolás Maduro.

     

    O opositor também comemorou o fato de que milhares de pessoas estejam nas ruas protestando, "apesar da intimidação" que atribui ao governo de Maduro, contra o qual ontem liderou um fracassado levante militar. Leia mais

  • 14h40

    01/05/2019

    O número de refugiados venezuelanos que entraram no Brasil na terça-feira, 30, no posto de fronteira de Pacaraima chegou a 848 pessoas, informou por meio de nota a Operação Acolhida, que cuida dos refugiados venezuelanos em Roraima, nesta quarta-feira, 1. 

     

    Na comparação com os números medidos na última semana, a movimentação na fronteira na terça-feira, dia em que o líder opositor Juan Guaidó tentou liderar uma sublevação militar contra o presidente Nicolás Maduro, o volume de venezuelanos que chegam a Pacaraima dobrou. 

     

    Segundo a assessoria de imprensa da Operação Acolhida, no entanto, esse número varia muito e não é possível estabelecer um vínculo entre o aumento do fluxo na fronteira e o que ocorreu ontem em Caracas. 

     

    De acordo com a assessoria da Operação Controle, que monitora a fronteira entre o Roraima e a Venezuela , a cifra é um indício de que o fluxo migratório está retornando à média registrada antes de o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinar o fechamento da fronteira em fevereiro. /LUIZ RAATZ

  • 13h56

    01/05/2019

    Manifestantes ligados à oposição enfrentam a Guarda Nacional Bolivariana no bairro de classe média de Altamira, em Caracas

     

    REUTERS/Manaure Quintero

    REUTERS/Manaure Quintero

    REUTERS/Manaure Quintero

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