A cor da educação

A cor da educação

adrianacarranca

19 de março de 2009 | 13h49

Em visita, ontem, à Fundação Casa (antiga Febem) de Vila Maria me lembrei da pergunta que a menina de 7 anos fez ao pai, meu amigo: “papai, por que nas escolas públicas só tem crianças negras e na minha escola só tem crianças brancas?”. A mesma questão me veio à mente, ontem, quando vi as salas de aula da unidade.

E, como sei que surgirá a pergunta, respondo de antemão: não, não sou a favor de cotas para negros, mas, sim, de cotas sociais, por renda familiar. O projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados, e discutido hoje no senado federal me agrada mais do que propostas anteriores. Prevê a divisão das vagas nas universidades públicas e instituições federais de ensino técnico de nível médio, meio a meio, entre alunos vindos de escolas particulares e públicas.

Dentro da cota de 50% para os alunos de escolas públicas, haveria uma parte destinada a negros, mas proporcional à sua presença na população do estado. A luta contra a desigualdade racial não perde, já que os negros, como se sabe, ainda estão majoritariamente nas classes sociais baixas e nos bancos das escolas públicas.

Foto: Paulo Liebert/AE

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