A Rua Augusta iraniana

A Rua Augusta iraniana

adrianacarranca

20 de setembro de 2007 | 21h23

Fim de semana no Irã é quinta e sexta-feira. Ao cair da tarde, o movimento de carros é intenso na Rua Jordan – a versão iraniana da paulistana Rua Augusta – e seus arredores, em Valiasr, o bairro mais chique de Teerã. Jovens sobem e descem as ladeiras, bem devagarinho, trocando rapidamente números de celular para paquerar por mensagens, longe do olhar da polícia. Alguns estacionam e trocam recadinhos a poucos metros de distância.

Ao som de música iraniana, garantido pelo sanfoneiro Saeid, e ao sabor de romã, a fruta nacional vendida em barraquinhas, símbolo de paixão e fecundidade – algo como a nossa maçã do amor – o clima de romance paira no ar.

De longe, eu tentava adivinhar quem estava paquerando quem. Mas, como as investidas não terminam em namoro – pelo menos, não em público, já que a troca de carinho à vista é recriminada – fiquei sem saber se a minha intuição de cupido estava certa ou não. No Irã, não existe “ficar”. É casar ou largar!

Leia aqui o Dossiê Irã

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