Monges de Mianmar chegam ao Brasil para pedir apoio contra ditadura militar no país

Monges de Mianmar chegam ao Brasil para pedir apoio contra ditadura militar no país

adrianacarranca

20 de agosto de 2008 | 15h22

Um grupo de monges de Mianmar (ex-Birmânia) desembarcou essa semana no Brasil para pedir apoio das autoridades governamentais, de ONGs e da opinião pública contra as violações de direitos humanos praticadas pela junta militar que governa o país desde 1992. Eles chegam uma semana após prorrogada a prisão domiciliar de Aung San Suu Kyi – líder da oposição e ganhadora do Nobel da Paz. Em setembro do ano passado, uma marcha pacífica de monges e ativistas de direitos humanos contra o regime militar, pelas ruas da capital, Rangun, resultou na prisão arbitrária de milhares de birmaneses.

[kml_flashembed movie=”http://www.youtube.com/v/WfwzWVMKOpM” width=”425″ height=”344″ wmode=”transparent” /]

Ashin Agga Dhamma, Ashin Kawwida e Ashin Nayaka compõem a Organização Internacional de Monges Birmaneses, criada em 2007 para buscar apoio internacional à causa dos direitos humanos no país – eles estiveram em 20 países. Os monges também lutam contra a resistência da junta militar de Mianmar em receber ajuda humanitária estrangeira e a presença de ONGs após o ciclone Nargis, que atingiu o país em maio, deixando 2 milhões de desabrigados e mais de 130 mil mortos, segundo estimativas da ONU. No Brasil, eles estão sendo recebidos pela organização Conectas Direitos Humanos.

“Agradecemos o apoio do governo brasileiro até agora. No entanto, há mais a ser feito e nós esperamos que o Brasil possa usar de sua influência nos fóruns mundiais e nas Nações Unidas para convencer os governos a deixar de vender armas para os brutais ditadores da Birmânia, pressionar a junta militar a libertar os presos políticos e a aceitar ajuda humanitária”, disse o monge Ashin Nayaka.

*

Até 22 de agosto, o Espaço Cultural do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073) exibe fotos tiradas por cidadãos comuns e pelos monges de Mianmar durante os protestos de setembro de 2007.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.